A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou nesta quarta-feira (12) do "Fórum Mais Milho: Os pilares da produção", realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) em Brasília. Durante o painel "Insumos e Competitividade", o diretor técnico adjunto da entidade, Maciel Silva, apresentou uma análise detalhada sobre o mercado global de adubos e os gargalos para a expansão da indústria nacional.
Segundo a CNA, a forte dependência de importações — que alcançou 92% do total de fertilizantes consumidos na agricultura brasileira em 2025 — mantém o setor exposto aos choques internacionais. Tensionamentos no Oriente Médio e na região do Golfo impactaram diretamente as cotações dos fertilizantes nitrogenados, uma vez que a área é rota crucial de escoamento e produção do gás natural, principal matéria-prima desse tipo de insumo.
Entregas de fertilizantes caem 14,7% em maio e somam 15,4 mi t no ano
Como o Brasil pretende acabar com a dependência externa de fertilizantes?
Ações estruturantes para a produção nacional de adubos
Para mitigar os riscos e proteger o planejamento de safra dos produtores rurais, a CNA defendeu a consolidação de políticas públicas de longo prazo. Entre as prioridades apontadas pelo diretor da entidade estão a execução efetiva do Plano Nacional de Fertilizantes e a melhoria do ambiente de negócios para atração de capital privado.
Silva pontuou que o avanço da produção doméstica depende do enfrentamento de gargalos históricos, como o alto custo do gás natural, gargalos em infraestrutura logística, ampliação do mapeamento do potencial mineral do país e desburocratização no licenciamento ambiental com segurança jurídica. O fortalecimento de linhas de financiamento e incentivos para plantas industriais também foi apontado como premissa para reduzir a vulnerabilidade do agro brasileiro às crises externas.
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