As cotações dos feijões carioca e preto registraram valorização na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias. O movimento de alta foi sustentado pela necessidade de recomposição de estoques por parte das redes do varejo, somada à escassez de lotes que apresentem padrão visual e culinário superior (nota e peneira elevadas). No caso específico do feijão-preto, o Cepea constatou reajustes positivos em 100% das praças monitoradas.
Dentro da porteira, os agentes da cadeia mantêm a atenção concentrada no comportamento do clima. O regime de precipitações tem exercido influência direta sobre a velocidade de semeadura da primeira safra (das águas) do ciclo 2026/27, além de impactar os trabalhos iniciais de colheita em áreas produtoras do estado de São Paulo.
Cotações do feijão-preto avançam com oferta restrita
Oferta curta e demanda cautelosa oscilam preço do feijão
Dois anos de Transparência e Expansão para 51 Praças
O aquecimento nas negociações coincide com uma marca relevante para a governança do setor: o levantamento semanal de preços dos feijões carioca e preto, conduzido pelo Cepea em cooperação técnica com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), completa dois anos de divulgação ininterrupta. A ferramenta foi concebida para reduzir a assimetria histórica de dados na cadeia do feijão, conferindo transparência à formação de preços e respaldando o planejamento comercial de produtores e empacotadores.
A metodologia da pesquisa acompanha de forma dinâmica o calendário produtivo das três safras anuais brasileiras (águas, seca e inverno), adaptando as rotas de coleta conforme os polos de colheita entram em atividade.
Neste biênio de atuação, o indicador expandiu sua capilaridade e consolidou o acompanhamento de 51 praças de comercialização, distribuídas por 15 estados e pelo Distrito Federal, abrangendo as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
