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Colheita do feijão chega a 65% e acende alerta

Foto do autor Francieli Galo
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Colheita do feijão chega a 65% e acende alerta
Índice atual da colheita do feijão está abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 67,7% para o período Foto: IDR-Paraná

Ritmo desigual entre regiões e clima adverso podem influenciar a oferta do grão nas próximas semanas

A colheita do feijão 1ª safra 2025/26 alcançou 65% da área nos principais estados produtores do país, segundo relatório da Conab divulgado no dia 16. O avanço mais lento em algumas regiões, especialmente no Nordeste, pode acender um alerta para o ritmo de oferta no mercado.

De acordo com a Conab, o índice atual está abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 67,7% para o período. Enquanto estados do Centro-Sul já praticamente encerraram os trabalhos — como Paraná, São Paulo e Goiás, todos com 100% colhido —, a Bahia ainda registra 70% e o Piauí segue em fase inicial, com apenas 1%. Minas Gerais também se aproxima da conclusão, com 99% da área colhida.

O ritmo desigual da colheita está diretamente ligado às condições climáticas. No Paraná, o clima favoreceu o encerramento dos trabalhos, com boa produtividade e qualidade dos grãos. Já na Bahia, o excesso de chuvas tem atrasado a operação e causado perdas pontuais de qualidade, principalmente por umidade na fase final da cultura. No Rio Grande do Sul, o tempo mais seco ajudou na colheita, mas trouxe estresse para lavouras mais tardias ainda em desenvolvimento.

Em Santa Catarina, onde pouco mais de 68% da área foi colhida, o desempenho é considerado positivo, embora haja registros localizados de pragas e doenças, como mosca-branca e antracnose. No Piauí, o cenário ainda é de desenvolvimento das lavouras, com exceção de áreas no Sudeste do estado que enfrentam déficit hídrico.

Para o produtor, o cenário exige atenção redobrada nas próximas semanas. A combinação de colheita avançada no Centro-Sul com atrasos e problemas de qualidade no Nordeste pode influenciar a formação de preços, especialmente para lotes de melhor padrão. A tendência é de um mercado mais seletivo, com valorização da qualidade e possíveis ajustes conforme a oferta se consolida.