Mapa reforça alerta para risco do bicudo-vermelho das palmeiras

Praga quarentenária ausente no país já foi registrada na Argentina e no Uruguai e pode causar prejuízos a coqueiros, dendezeiros e palmeiras ornamentais
Mapa reforça alerta para risco do bicudo-vermelho das palmeiras
Mapa intensifica vigilância e prevenção contra o bicudo-vermelho, praga que ameaça coqueiros, dendezeiros e palmeiras ornamentais. Foto: Embrapa tabuleiros costeiro
Foto do autor Francieli Galo
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as ações de vigilância e prevenção contra o bicudo-vermelho das palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus), praga quarentenária ausente no Brasil, mas já registrada em países vizinhos, como Uruguai e Argentina. A proximidade geográfica elevou o nível de atenção das autoridades sanitárias, principalmente pelo risco de entrada da praga por meio do trânsito irregular de mudas e plantas hospedeiras.

A orientação do governo é reforçar a prevenção, considerada a forma mais eficaz e econômica de evitar a introdução e a disseminação da praga no território nacional.

Mapa orienta compra apenas de plantas regularizadas

Diante do risco fitossanitário, o Mapa orienta produtores, comerciantes, paisagistas e a população em geral a adotarem cuidados redobrados na aquisição e no transporte de plantas.

A recomendação é que mudas e plantas sejam compradas apenas de fornecedores regularizados e com certificação fitossanitária.

O ministério também alerta para que não sejam transportadas mudas de origem desconhecida, especialmente em áreas de fronteira, onde o risco de entrada da praga é maior.

Praga ameaça coqueiro, dendê e palmeiras ornamentais

O bicudo-vermelho é um besouro altamente destrutivo que ataca diferentes espécies de palmeiras, incluindo coqueiro, dendezeiro e plantas ornamentais.

Os maiores danos são causados pelas larvas, que se desenvolvem no interior da planta, dificultando a identificação precoce e o controle da infestação.

Em casos mais avançados, a praga pode provocar o colapso da copa e levar à morte da planta, o que aumenta o potencial de prejuízos tanto na produção quanto no paisagismo urbano e rural.

Sinais de alerta exigem atenção

Entre os principais sinais que podem indicar a presença do bicudo-vermelho estão orifícios no tronco, com exsudação de seiva ou presença de fibras mastigadas.

Outros sintomas incluem mau cheiro proveniente da planta, amarelecimento e queda das folhas centrais e deformação da copa, que pode ficar achatada em estágios mais avançados da infestação.

Por atacar a planta internamente, a praga exige atenção redobrada, já que os sintomas costumam aparecer quando o dano já está em evolução.

Espécie pode ser confundida com praga já presente no Brasil

O Mapa alerta ainda que o bicudo-vermelho pode ser confundido com a broca-do-olho-do-coqueiro (Rhynchophorus palmarum), espécie que já está presente no Brasil.

Por isso, a confirmação de suspeitas deve ser feita exclusivamente por profissionais do próprio ministério ou pelos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV).

Essa diferenciação é importante para evitar erros na identificação e garantir uma resposta rápida em caso de ocorrência.

Impactos podem atingir produção e paisagismo

Segundo o ministério, a entrada da praga no país pode provocar prejuízos econômicos significativos à produção de coco e dendê, além de afetar o setor de plantas ornamentais.

Entre os impactos potenciais estão a morte de palmeiras de elevado valor econômico e paisagístico, tanto em áreas rurais quanto urbanas.

O Mapa também chama atenção para o potencial de rápida disseminação, especialmente em função do trânsito de mudas, além dos reflexos ambientais e paisagísticos que uma infestação pode causar.

Vigilância foi reforçada em fronteiras e pontos de ingresso

Para reduzir o risco de entrada do bicudo-vermelho, o Mapa informou que vem reforçando as medidas preventivas em diferentes frentes.

Entre as ações estão o aumento da vigilância fitossanitária em fronteiras e pontos de ingresso no país, a capacitação de equipes técnicas e a divulgação de alertas e materiais informativos voltados ao setor e à população.

A estratégia é fortalecer a capacidade de prevenção e resposta antes que a praga alcance o território brasileiro.

Suspeitas devem ser comunicadas imediatamente

O ministério reforça que a participação da sociedade é essencial para evitar a entrada e a disseminação do bicudo-vermelho no Brasil.

Em caso de suspeita, a orientação é não manipular nem transportar o material e comunicar imediatamente a Superintendência de Agricultura e Pecuária (SFA/Mapa) ou o órgão estadual de defesa sanitária vegetal.

As informações também podem ser encaminhadas para o e-mail alertapragas@agro.gov.br.

Prevenção é a principal defesa contra a praga

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