Mato Grosso reforça combate ao bicudo nas lavouras de algodão
Com lavouras entrando em fase mais sensível, produtores intensificam aplicações, monitoramento e eliminação de plantas voluntárias para evitar perdas
O combate ao bicudo-do-algodoeiro ganhou força nas lavouras de Mato Grosso nesta semana, com a entrada das áreas mais avançadas na fase reprodutiva, período em que a cultura se torna mais sensível ao ataque da praga. Diante do risco de perdas, produtores intensificaram o manejo nas propriedades e ampliaram as ações de monitoramento para proteger o potencial produtivo da safra.
A estratégia no campo inclui o reforço nas aplicações de defensivos, o uso mais frequente de armadilhas para acompanhamento da infestação e a eliminação de plantas voluntárias de algodão, que podem servir de abrigo e favorecer a multiplicação do inseto.
O avanço do controle ocorre em um momento considerado decisivo para a cultura, já que o bicudo é uma das principais ameaças ao algodão e pode comprometer diretamente a formação das estruturas reprodutivas da planta.
Monitoramento também avança nas margens das rodovias
Além do manejo dentro das fazendas, o trabalho de prevenção também está sendo ampliado fora das áreas produtivas.
A limpeza de plantas voluntárias nas margens das rodovias vem sendo reforçada, já que esses focos podem funcionar como ponte para a permanência de pragas entre uma área e outra.
A medida busca reduzir a pressão do bicudo sobre as lavouras e fortalecer o controle sanitário em regiões com maior circulação entre talhões e corredores logísticos.
Outras pragas também seguem no radar dos produtores
Embora o bicudo seja a principal preocupação neste momento, os produtores também mantêm atenção sobre outras pragas que podem afetar o desempenho do algodão.
O manejo no campo inclui ações de controle contra pulgões, ácaros e lagartas, além de registros pontuais de grilos e caramujos observados no início do plantio.
A combinação de monitoramento constante e intervenções rápidas tem sido fundamental para manter a sanidade das lavouras, especialmente em um período em que a cultura exige maior proteção.
Clima favorece desenvolvimento das lavouras
Mesmo com a intensificação do combate às pragas, o cenário no campo segue positivo para o algodão em Mato Grosso. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, favorecidas por um clima de equilíbrio entre sol e chuva, condição que tem contribuído para o manejo e para a evolução da safra.
Esse ambiente climático mais estável ajuda tanto no controle fitossanitário quanto na manutenção do potencial produtivo das áreas já implantadas.
Soja se aproxima do fim e milho avança no estado
Enquanto o algodão entra em uma fase mais delicada, outras culturas também seguem movimentando o campo em Mato Grosso.
A colheita da soja se aproxima do encerramento no estado, enquanto o milho avança nas áreas de segunda safra. Em algumas regiões, no entanto, o excesso de chuva provocou falhas no plantio do cereal, exigindo replantio em pontos específicos.
Apesar desses ajustes localizados, o ritmo das atividades segue dentro do esperado, com o produtor atento tanto ao andamento das culturas quanto ao manejo das pragas nas áreas de algodão.
Fase reprodutiva exige atenção redobrada no algodão
A entrada do algodão na fase reprodutiva coloca o manejo fitossanitário no centro das atenções em Mato Grosso.
Com o bicudo-do-algodoeiro entre as principais ameaças da cultura, o reforço nas aplicações, no monitoramento e na eliminação de plantas voluntárias passa a ser decisivo para evitar perdas e preservar o potencial produtivo das lavouras.
Em um estado que lidera a produção nacional de algodão, o controle eficiente da praga nesta etapa pode fazer diferença direta no resultado da safra.