A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou nesta terça-feira (18), em Brasília (DF), da reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A entidade esteve representada pelo presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte, Cyro Penna Junior, pelo coordenador de Produção Animal, João Paulo Franco, e pelo assessor técnico Rafael Lima Filho.
Um dos principais eixos do encontro foi o debate sobre os projetos de lei em tramitação que visam proibir o embarque de bovinos vivos destinados ao abate no exterior. A CNA reiterou posição formal favorável à continuidade da atividade, destacando que as vendas externas de gado em pé geram agregação de valor à pecuária de base, induzem investimentos em infraestrutura e instalações portuárias, demandam capacitação de mão de obra especializada e criam canais alternativos de liquidez para o criador, sem ameaçar a segurança do abastecimento doméstico.
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Cyro Penna Junior ressaltou a solidez regulatória do país na atividade: "O Brasil possui legislação específica e rigorosa sobre bem-estar e sanidade animal durante todo o manejo e transporte, em total conformidade com as normas e recomendações dos organismos internacionais."
Protocolo de segregação sanitária para exigências da União Europeia
Outro ponto prioritário da pauta foi a adequação às novas exigências da União Europeia relativas ao uso de antimicrobianos na pecuária de corte.
Durante as discussões, os membros da Câmara Setorial consolidaram apoio ao protocolo privado de não uso e segregação, modelo homologado pelo Mapa em junho. O mecanismo atua como a espinha dorsal técnica para que o Ministério apresente garantias sanitárias auditáveis e atenda aos requisitos do bloco europeu, permitindo a continuidade das exportações sem impor restrições desnecessárias ao manejo convencional adotado nas propriedades voltadas a outros mercados.
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