O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Goiânia encerrou o mês de julho em estabilidade absoluta (0,00%), após registrar avanço de 0,26% em junho. Pela primeira vez nos últimos quatro meses, a inflação da capital goiana ficou abaixo da média nacional, que foi de 0,07%. No acumulado do ano, a variação do IPCA municipal atinge 3,51%, e chega a 5,56% nos últimos 12 meses — acima da taxa nacional de 4,44%.
Apesar da estabilidade no indicador geral, o custo de vida pesou mais sobre os estratos de menor renda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede os gastos de famílias que recebem de um a cinco salários mínimos, registrou alta de 0,10% em Goiânia, na contramão da média brasileira, que anotou deflação de -0,01%. No acumulado de 12 meses, contudo, o INPC goianiense marca 5,49%, situando-se abaixo do IPCA local.
IPCA desacelera para 0,07% em julho puxado por queda nos alimentos
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Habitação e energia pressionam o orçamento doméstico
Mesmo com o índice geral zerado, as despesas fixas com moradia continuaram em elevação. O grupo Habitação subiu 0,98%, liderando as altas entre os nove grupos monitorados pelo IBGE. O avanço foi puxado diretamente pela energia elétrica residencial (+2,19%) e pelo gás de botijão (+1,75%).
A conta de luz acumula elevação expressiva de 18,89% nos últimos 12 meses em Goiânia — patamar mais de duas vezes superior à média brasileira (8,85%). Já o gás de botijão divergiu do cenário nacional: enquanto no Brasil o preço recuou 1,13% no mês, na capital goiana houve encarecimento de 1,75%, totalizando alta acumulada de 5,32% em um ano.
Alívio em hortifrútis compensa avanço das carnes
O principal vetor de alívio na inflação de julho veio da alimentação dentro de casa. O subgrupo Alimentação no domicílio recuou 1,02%, fazendo com que o grupo Alimentação e Bebidas fechasse em queda de 0,61%:
Tomate: registrou retração de 27,26% no mês, acumulando baixa de 18,83% em 12 meses.
Batata-inglesa: caiu 22,19% em julho, embora ainda carregue expressiva alta de 58,44% em 12 meses.
Alimentação fora do domicílio: manteve sequência de 11 altas mensais seguidas, avançando 0,54% (lanches subiram 0,96% e refeições 0,02%).
Carnes: foram na contramão dos hortifrútis e subiram 0,30% na capital (contra -0,03% no Brasil), impulsionadas por cortes como acém (+1,94%), chã de dentro (+1,53%) e alcatra (+1,38%), acumulando 7,62% de alta em 12 meses.
No segmento de Transportes (-0,60%), os combustíveis caíram 1,65% em julho, com baixas no etanol (-3,09%), na gasolina (-1,41%) e no óleo diesel (-1,12%). Contudo, o grupo acumula inflação de 9,12% em 12 meses na praça goiana, mais do que o dobro do registrado pelo país (4,43%).
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