O mercado físico do algodão em pluma abriu o mês de agosto com movimento de alta nas cotações. A valorização é impulsionada pela combinação de dois fatores: a postura irredutível dos cotonicultores nas pedidas e a tração positiva vinda das bolsas internacionais. No entanto, o volume de negócios fechados segue restrito por divergências de preço e exigências de qualidade.
Análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que a baixa liquidez reflete a divisão entre as indústrias brasileiras:
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Necessidade imediata: fiação e indústrias que precisam recompor estoques com urgência aceitam pagar mais caro, sobretudo por lotes de qualidade superior.
Postura cautelosa: empresas com estoques confortáveis recuam das negociações, temendo o fraco desempenho nas vendas de manufaturados e a incapacidade de repassar o aumento da pluma ao consumidor final.
Oferta pontual favorece sustentação das cotações
A margem para recuo dos preços é estreita neste momento. Mesmo com os trabalhos de campo avançando pelas principais regiões produtoras, a disponibilidade no mercado spot permanece curta.
Com o ritmo acelerado do beneficiamento, os produtores estão focados em honrar os contratos a termo firmados anteriormente. Essa prioridade drena a oferta imediata e deixa o mercado disponível abastecido apenas por lotes específicos, o que garante suporte para as cotações em patamares elevados.
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