A Mantiqueira Brasil oficializou um plano de investimento de R$ 565 milhões voltado a um novo ciclo de expansão estrutural no território nacional. Os recursos, programados para execução contínua até 2028, ampliarão o plantel produtivo da companhia em mais de sete milhões de aves. O movimento integra o planejamento estratégico de longo prazo da empresa para consolidar ganhos de escala, fortalecer a eficiência operacional e acelerar a transição do portfólio em direção a categorias de maior valor agregado.
O cronograma projeta um salto de 50% na capacidade anual de processamento, saindo do patamar atual de aproximadamente quatro bilhões de ovos para seis bilhões de unidades até 2028. O plano combina crescimento orgânico, modernização de ativos industriais e adoção de novas tecnologias distribuídas em unidades de cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Goiás.
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A ofensiva doméstica avança de forma articulada com a presença internacional da marca, que expande frentes de negócio nos Estados Unidos, pavimentando a inserção da Mantiqueira entre as maiores produtoras de proteína de postura do cenário global.
Expansão em unidades e polo cage-free em São Paulo
Um dos principais aportes individuais é destinado à implantação de um novo complexo em São Sebastião do Rio Verde, no sul de Minas Gerais. A futura unidade contará com estruturas completas de recria, postura, classificação e utilidades industriais, somando capacidade estática para abrigar três milhões de aves até o primeiro semestre de 2028. O empreendimento prevê a abertura de 120 empregos diretos e 100 postos indiretos na região.
No estado de São Paulo, o foco recai sobre a planta de Lorena, no Vale do Paraíba, consolidada como a maior granja cage-free (aves livres de gaiolas) da América Latina. O sítio produtivo recebeu quatro novos galpões de postura verticais de dois andares com tecnologia multinível de procedência alemã, além de dois galpões térreos de recria. A primeira fase eleva a capacidade local para 1,5 milhão de poedeiras; uma segunda etapa, já mapeada, poderá levar a unidade a três milhões de aves até 2028. Para dar vazão ao volume, a linha fabril opera classificadoras automatizadas com capacidade para processar até 200 mil ovos por hora.
A descentralização dos aportes abrange ainda outros polos estratégicos:
Pouso Alto (MG): expansão para receber 700 mil novas aves no sistema convencional, com entrega prevista para junho de 2027;
Céu Azul (PR): modernização do maquinário de classificação e fortalecimento da rede de integração com pequenos produtores rurais, adicionando capacidade para 1,3 milhão de aves e integrando cerca de 120 famílias até o fim de 2026;
São João do Itaperiú (SC): reestruturação de galpões de postura e recria, acompanhada da construção de uma nova fábrica de rações;
Formosa (GO): finalização de obras de ampliação física e adequação de processos para abastecer o Distrito Federal e o Centro-Oeste.
Automação comercial, IA e novas aplicações do produto
O investimento fabril é acompanhado pela transformação digital dos processos internos. No front comercial, a Mantiqueira estruturou sistemas apoiados em ferramentas de inteligência artificial para monitorar em tempo real a velocidade de giro dos produtos no varejo, balizando o reabastecimento logístico e a gestão de estoques. No ambiente corporativo, a empresa implementou o Centro de Serviços Mantiqueira, hub que unifica o backoffice administrativo com rotinas digitais padronizadas.
Em paralelo, a companhia intensifica projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados ao processamento industrial da clara e da gema desidratadas e pasteurizadas, criando soluções de alta conveniência e expandindo os canais de consumo da proteína além do tradicional mercado de ovos in natura.
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