O mercado físico do açúcar cristal branco abriu o mês de agosto de 2026 em ritmo de valorização no estado de São Paulo. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a cotação do produto atingiu a marca de R$ 96,00 por saca de 50 kg, retornando a patamares de preço que não eram observados na praça paulista desde meados de maio.
A movimentação no mercado spot registrou aumento de liquidez, com fechamento de novos lotes entre usinas e compradores. Contudo, analistas do Cepea ponderam que as indústrias alimentícias e distribuidoras ainda operam com postura seletiva, calibrando o ritmo das aquisições diante da firmeza das cotações nos cenários interno e internacional.
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Mix de produção e reação do mercado
O principal fator por trás da sustentação das cotações é a menor produção acumulada do adoçante nas usinas do Centro-Sul. O cenário ocorre mesmo em um momento de ritmo acelerado de moagem e de oferta de cana-de-açúcar com excelente qualidade do Açúcar Total Recuperável (ATR).
Pesquisadores do Cepea destacam que as usinas sucroenergéticas redefiniram suas estratégias operacionais, promovendo um maior direcionamento do caldo de cana para a fabricação de etanol. A virada no mix de produção reduziu a disponibilidade imediata de açúcar cristal para venda pronta entrega no mercado interno, funcionando como o principal motor para a elevação dos preços nas refinarias paulistas.
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