O setor de serviços em Goiás encerrou o primeiro semestre de 2026 com acúmulo de queda de 1,6% na comparação entre o período de janeiro a junho e o mesmo intervalo de 2025, segundo dados consolidados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O resultado aponta para um descolamento relevante do cenário nacional, onde o volume de serviços cresceu 2,0% no mesmo período — gerando uma diferença de 3,6 pontos percentuais em desfavor do indicador goiano. No acumulado de 12 meses, Goiás registrou leve alta de 0,4%, taxa também inferior aos 2,6% apurados para o Brasil.
Em junho, no entanto, o volume de serviços no estado teve variação positiva de 0,2% frente a junho de 2025, interrompendo uma sequência de quatro retração interanuais consecutivas observadas entre fevereiro e maio. Já na série com ajuste sazonal (frente a maio de 2026), o setor registrou recuo de 0,4%, enquanto o indicador do país permaneceu em estabilidade (0,0%).
IPCA desacelera para 0,07% em julho puxado por queda nos alimentos
Inflação em Goiânia desacelera com queda de 20% no tomate e batata
Transportes reagem e serviços profissionais lideram altas
A reação mais aguardada ocorreu no segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que cresceu 0,1% em junho na comparação interanual, quebrando uma série de seis meses seguidos de queda.
Entre os demais grupos, o grande motor positivo permaneceu concentrado em Serviços profissionais, administrativos e complementares, com expressivo salto de 8,1% frente a junho de 2025. O segmento — que reúne serviços técnico-profissionais, aluguéis não imobiliários e suporte empresarial — garantiu a principal contribuição ao resultado global, sustentando altas de 5,1% no semestre e em 12 meses. O grupo de Outros Serviços (esgoto, gestão de resíduos, serviços financeiros e imobiliários) também avançou 4,9% no mês e acumula 4,3% de alta no ano.
Por outro lado, as maiores pressões negativas vieram de Serviços de informação e comunicação (-4,3%) e Serviços prestados às famílias (-3,6%). O primeiro grupo exerceu o maior peso de baixa sobre o agregado estadual, enquanto o segundo (que engloba alojamento e alimentação) acumula retração de 3,7% no ano e de 4,8% em 12 meses.
Goiás registra 5ª maior queda do país e lanterna no Centro-Oeste
A retração de 1,6% no semestre colocou Goiás no 5º pior desempenho entre as 27 unidades da Federação, à frente apenas de Amazonas (-5,8%), Tocantins (-5,6%), Ceará (-5,1%) e Maranhão (-2,0%). No polo oposto, Alagoas (10,0%), Distrito Federal (9,1%) e Roraima (6,9%) lideraram os crescimentos nacionais.
No recorte regional do Centro-Oeste, Goiás registrou a taxa mais baixa do semestre. Enquanto o estado recuou 1,6%, Mato Grosso do Sul teve retração menor (-0,5%), enquanto Mato Grosso (+4,0%) e Distrito Federal (+9,1%) operaram em forte expansão.
Atividades turísticas recuam, mas amortecem queda frente ao país
O volume das atividades turísticas em Goiás apresentou recuo de 2,5% em junho frente a maio (com ajuste sazonal), interrompendo a sequência de três meses consecutivos de alta observada entre março (0,7%), abril (1,8%) e maio (1,3%).
Apesar do recuo pontual, o desempenho do turismo goiano mostrou maior resiliência que a média nacional (-3,4%) e que os vizinhos regionais, figurando como o 8º melhor resultado do país no mês entre os 17 locais pesquisados pelo IBGE. As maiores quedas do turismo no mês foram registradas em Mato Grosso (-7,0%), Pará (-6,6%) e Espírito Santo (-5,9%), com o Distrito Federal registrando recuo de 4,7%.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
