A Usina Rubi, localizada em Rubiataba, no Vale do São Patrício (GO), expandiu a aplicação de aeronaves remotamente pilotadas (drones) em suas operações agrícolas para maximizar a precisão no controle fitossanitário, conter desperdícios de insumos e consolidar práticas sustentáveis nos canaviais. Atualmente, 14 mil hectares de cultivo recebem aplicações realizadas exclusivamente por drones, volume que corresponde a 40% de todas as operações de controle de pragas da companhia sucroenergética.
A tecnologia é direcionada com prioridade a talhões com restrições operacionais para aeronaves agrícolas convencionais ou tratores terrestres, tais como áreas adjacentes a redes de transmissão elétrica, matas ciliares, fragmentos florestais e relevos com obstáculos. O protocolo operacional antecede a aplicação: um drone de imageamento sobrevoa a área, gerando ortomosaicos de alta resolução para traçar rotas georreferenciadas automatizadas, assegurando máxima segurança e cobertura uniforme de calda.
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Integração ao MIP no combate à broca e à cigarrinha
A pulverização via drone está integrada ao Manejo Integrado de Pragas (MIP) da usina, metodologia que equilibra o uso de agentes biológicos e defensivos químicos de forma racional para frear a pressão de infestações com mínima pegada residual. Os principais alvos no canavial são duas das pragas mais danosas ao setor:
Broca-da-cana (Diatraea saccharalis): ataca os colmos, abrindo galerias que reduzem o teor de sacarose (ATR) e favorecem podridões;
Cigarrinha-da-raiz (Mahanarva fimbriolata): debilita o sistema radicular e prejudica a absorção hídrica e nutricional da planta.
O gestor de Tratos Culturais da Rubi, engenheiro agrônomo Anderson Martins, pontua a viabilidade técnica e estratégica da frota após três anos de implantação:
"Embora o investimento ainda seja superior ao da aplicação aérea convencional, os drones oferecem maior precisão, flexibilidade e capacidade de atuar em áreas de difícil acesso, tornando-se uma ferramenta estratégica para o manejo agrícola."
Aplicação localizada de herbicidas e monitoramento agronômico
Além do controle de insetos-praga, a tecnologia foi estendida ao manejo de plantas daninhas por meio de aplicação localizada (em taxa variável e em manchas). Sensores multiespectrais embarcados identificam focos isolados de matocompetição no canavial, viabilizando o disparo de herbicidas estritamente sobre as reboleiras. A abordagem elimina o desperdício decorrente da pulverização em área total e eleva a eficiência operacional por hectare.
As intervenções são respaldadas pelo monitoramento contínuo das equipes de campo, que combinam laudos agronômicos presenciais a mapas digitais para determinar o momento exato da tomada de decisão. A estratégia consolida a transformação digital do setor sucroenergético, unindo eficiência de custos e sustentabilidade na produção de cana.
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