A aviação agrícola consolidou-se como engrenagem estratégica para a produtividade, agilidade operacional e competitividade do agronegócio brasileiro. No panorama nacional, o país conta com 2.866 aeronaves registradas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) — sustentando a segunda maior frota do planeta —, além de um contingente operacional superior a 10 mil drones agrícolas.
Em nível regional, o estado de Goiás destaca-se com 320 aeronaves registradas, ocupando a quarta colocação no ranking nacional de frotas agrícolas.
Goiás pode superar SP e virar 3º maior polo de aviação agrícola
Uso de drones no canavial fortalece manejo de pragas e reduz insumos em GO
A dimensão da atividade reflete-se na sua amplitude no campo brasileiro:
Cobertura agronômica: presença consolidada em cerca de 29 culturas agrícolas distintas;
Área atendida: alcance superior a 130 milhões de hectares no território nacional;
Participação no manejo: responsabilidade por 25% de todas as pulverizações e aplicações de defensivos agrícolas no país;
Pauta de exportação: conexão direta com 49% dos cultivos agrícolas que integram as exportações do agro brasileiro.
Inovação, qualificação profissional e atuação institucional
O avanço tecnológico e a modernização do setor foram o centro das discussões durante o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, realizado no município de Goianápolis (GO). O encontro reuniu especialistas e lideranças para debater segurança de voo, sistemas digitais de precisão, expansão do uso de drones e novos rumos para as operações aéreas.
A aproximação entre inovação e o produtor rural contou com o suporte institucional do Sistema Faeg Senar por meio da Carreta Senar Agro 360. A unidade móvel conta com estrutura tecnológica dotada de simuladores, sala de projeção interativa e estúdio de podcast, atuando na capacitação técnica itinerante de profissionais em diferentes regiões goianas.
O ritmo acelerado de sofisticação dos equipamentos impõe como prioridade o investimento contínuo em treinamento de mão de obra especializada. A eficiência e a sustentabilidade no uso das ferramentas aéreas dependem diretamente da formação qualificada de pilotos, mecânicos aeronáuticos, operadores de drones e técnicos de campo, assegurando que o desenvolvimento tecnológico resulte em segurança operacional e ganhos reais de produtividade na lavoura.
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