Milho opera com leves perdas em Chicago
Contrato em Chicago recua para US$ 4,28, enquanto mercado avalia dados do USDA e avanço da colheita no Brasil
O mercado do milho opera com leves perdas na manhã desta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato cotado a US$ 4,28. Na sessão anterior, os preços encerraram praticamente estáveis, sem reação significativa ao relatório de oferta e demanda de fevereiro. As informações são da Granoeste.
Na B3 (antiga BMF), o contrato março é negociado a R$ 70,05, após fechamento anterior de R$ 69,90. Já a posição maio trabalha a R$ 69,95, levemente abaixo do ajuste anterior.
O relatório do USDA trouxe aumento de 2,5 milhões de toneladas nas exportações dos Estados Unidos, agora estimadas em 83,8 milhões de toneladas. Em contrapartida, os estoques finais foram reduzidos para 54 milhões de toneladas.
No cenário global, a produção foi praticamente mantida em 1.295,9 milhão de toneladas, enquanto o consumo está projetado em 1.301,3 milhão. Os estoques finais mundiais sofreram corte de 2 milhões de toneladas, passando para 289 milhões.
A Argentina deve colher 53 milhões de toneladas, com exportações estimadas em 37 milhões.
A produção brasileira nesta temporada segue estimada em 131 milhões de toneladas, abaixo das 136 milhões registradas no ciclo anterior. As exportações estão projetadas em 43 milhões de toneladas, acima das 41,5 milhões da safra passada.
No mercado interno, o cenário permanece comedido e pressionado pela entrada de produto novo, especialmente no Sul do país. No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, para a safrinha, os preços giram entre R$ 65,00 e R$ 67,00, dependendo do prazo de pagamento e da localização do lote.
O câmbio também influencia o mercado. O dólar opera em queda, cotado a R$ 5,18, após ter fechado a sessão anterior a R$ 5,196.

Camilo Motter
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos(1981), graduação em Economia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Cascavel(1985), especialização em Teoria Econômica pela Universidade Federal do Paraná(1989) e mestrado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina(2001). Tem experiência na área de Economia. Atuando principalmente nos seguintes temas:Maximização da Renda, Informação, Comercialização. É diretor da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR.