Ferrogrão reduzirá emissão de 4 milhões de toneladas de CO² por ano

Ferrovia promete ser um marco na redução da pegada de carbono da cadeia produtiva

O projeto Ferrogrão entra em um novo estágio. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu estender por mais 90 dias o prazo para a conclusão dos estudos sobre os impactos socioambientais da ferrovia que conectará Sinop, no Mato Grosso, a Itaituba, no Pará, através de uma extensão de 933 quilômetros de trilhos.

Para a Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica, esses estudos são cruciais para assegurar um desenvolvimento sustentável, com a inclusão de todas as partes interessadas, incluindo a sociedade civil.
Implantação da ferrovia trará outros benefícios socioambientais, como o potencial para requalificação e ordenamento do uso do solo ao longo da rota EF-170
Implantação da ferrovia trará outros benefícios socioambientais, como o potencial para requalificação e ordenamento do uso do solo ao longo da rota EF-170

No entanto, é fundamental que haja agilidade e respeito aos prazos estabelecidos. No último pronunciamento, o ministro destacou que esse prazo é definitivo e os 90 dias devem ser utilizados para concluir os estudos e incorporar as atualizações necessárias.

A Ferrogrão promete ser um marco na redução da pegada de carbono da cadeia produtiva. Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), as emissões de poluentes no transporte rodoviário atingem 3,744 kg/T/1.000/km, enquanto no transporte ferroviário são de apenas 0,873 kg/T/1.000/km, demonstrando a considerável redução na emissão de poluentes pelo modal ferroviário.

De acordo com dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a operação plena da Ferrogrão resultará na redução de 4 milhões de toneladas de CO2 emitidas por ano no meio ambiente.

Além disso, a implantação da ferrovia trará outros benefícios socioambientais, como o potencial para requalificação e ordenamento do uso do solo ao longo da rota EF-170; a diminuição do tráfego de veículos pesados na BR-163/MT/PA, consequentemente reduzindo o número de acidentes, que em 2022 causou 106 mortes, conforme levantamento da Polícia Rodoviária Federal; e a criação de 14 mil empregos diretos, com capacitação de mão-de-obra local.


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