Soja deve manter U$ 12 o bushel neste início de ano

Diante do atual cenário, os produtores se mantêm retraídos, com baixo volume de ofertas, dúvidas quanto à safra brasileira e futuro da safra argentina
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- Especial para Rural News
Publicado em 25/01/2024

Os preços da soja abriram operando em leve alta, entre 1 e 2 pontos, a U$ 12,42/março, na manhã de quinta-feira, 25/01, nos futuros de Chicago. Depois de duas sessões em alta e ganhos de mais de 25 cents, o mercado fechou em leve queda no dia anterior.

Os fundos, que há várias semanas vêm carregando posições vendidas, passam a ver o mercado com outros olhos. Muitos começam a mudar o perfil de suas carteiras, apostando em compras. Diversos fatores justificam esta inversão de posição: o cenário climático na américa do Sul, com grandes perdas já consolidadas no Brasil e dúvidas sobre o futuro da safra da Argentina; retomada da demanda em melhores volumes pelo produto norte-americano; recuo dos produtores, que aguardam preços mais atrativos; além de fatores técnicos, como melhor humor dos mercados financeiros e ganhos no petróleo.

Tudo indica que, depois da recente perda de valor, ocorrida neste início de ano, o mercado tenha encontrado um expressivo suporte técnico na faixa de U$12,00/12,10. Os fatores fundamentais, notadamente a perda de safra, tendem a promover ganhos adicionais no decorrer, embora tenhamos que considerar que a demanda global está muito previsível e contida.

Os prêmios nos portos brasileiros se mostram mais pressionados, o que impede uma melhor formação do preço interno. No mercado spot, são indicados na faixa entre -90/-60; para março, entre – 110/-80.

Diante do atual cenário, os produtores se mantêm retraídos, com baixo volume de ofertas. Indicações de compra no oeste do Paraná entre R$ 113,00/115,00 e em Paranaguá na faixa de R$ 122,00/124,00 – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

Sobre o autor

Possui graduação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos(1981), graduação em Economia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Cascavel(1985), especialização em Teoria Econômica pela Universidade Federal do Paraná(1989) e mestrado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina(2001). Tem experiência na área de Economia. Atuando principalmente nos seguintes temas:Maximização da Renda, Informação, Comercialização. É diretor da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR.
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