INÍCIO AGRICULTURA Soja

RS: Colheita da soja alcança 20% da área plantada

A produtividade apresenta picos históricos em algumas lavouras da oleaginosa

A cultura da soja está no estágio final do ciclo produtivo no Rio Grande do Sul, conforme a Emater-RS/Ascar, que divulgou nesta quinta-feira (4/4) o Infoarmativo Conjuntural. A colheita progrediu em um ritmo mais acelerado, alcançando 20% da área cultivada. Cerca de 51% das lavouras encontram-se em processo de maturação, e as restantes estão predominantemente na fase final de enchimento de grãos.

A maior parte das lavouras em maturação encerra o ciclo fenológico, sem ocorrência de senescência prematura das plantas. As vagens apresentam desenvolvimento satisfatório; os grãos entram em processo de redução do teor de umidade, sendo esperado o ponto adequado para a colheita; e algumas hastes vegetativas mantêm a coloração verde.

Foram observadas plantas ainda com vigor vegetativo ao término do ciclo, o que indica bom desempenho da cultura ao longo de seu desenvolvimento, sugerindo perspectiva positiva em relação à produtividade. Contudo, essa condição requer uma redução na velocidade das operações de colheita para garantir a eficiência do processo.

Em termos de produtividade, os resultados são variáveis. Porém, há aumento perceptível nos rendimentos das áreas colhidas, durante o período, em comparação aos anteriores, o que evidencia maior potencial de rendimento nas lavouras semeadas entre o final de novembro e o início de dezembro e nas de ciclos menos precoces.A produtividade estadual projetada é de 3.329 quilos por hectare.

No entanto, em Muitos Capões, um dos principais municípios produtores da região administrativa da Emater-RS/Ascar de Caxias do Sul, a produtividade das áreas colhidas varia entre 3,9 mil e 4.8 mil quilos por hectare. Alguns talhões ultrapassam 5,4 mil quilos por hectare.Na de Ijuí, os produtores estão em plena atividade de colheita, efetuada em 28% da área.

As lavouras estão progredindo rapidamente para a maturação (55%), mas de forma gradual em decorrência do escalonamento da semeadura. O rendimento médio obtido na área colhida é de 3,7 mil quilos por hectare, mas há vários relatos de produtores que estão obtendo acima de 4,8 mil quilos por hectare.Doenças - Do ponto de vista fitossanitário, a diminuição da umidade do solo facilitou a operação dos equipamentos de pulverização.

As lavouras de implantação tardia – algumas em sucessão ao cultivo de milho e tabaco – têm sido submetidas a aplicações de inseticidas e fungicidas devido à considerável preocupação com a incidência de ferrugem-asiática.Na maior parte do Estado, onde as chuvas foram adequadas, a produtividade média poderia ter alcançado resultado histórico, se não fosse pela significativa incidência da doença.

Apesar das aplicações regulares de fungicidas, o clima quente e úmido favoreceu a propagação do patógeno. Além disso, a dificuldade em atingir as folhas inferiores das plantas, em função do elevado dossel vegetativo, acarretou um controle menos eficaz.Comercialização - Os preços do grão apresentam elevação gradual desde o final de fevereiro, embora ainda permaneçam de 10% a 15% inferiores aos valores observados no início do período de semeadura.

Essa situação impacta diretamente a margem de lucro da atividade, a qual, por vezes, apresenta custos consideravelmente elevados, que são repassados para o financiamento por parte das instituições financeiras, exigindo dos produtores recorrer ao acionamento do seguro Proagro para áreas com produtividades inferiores ou em torno de 2 mil quilos por hectare.




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