Pressão no curto prazo e boa expectativas para 2025 e 2026

A próxima semana deve ser marcada por baixa liquidez e pressão nos preços
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- Especial para Rural News
Publicado em 02/02/2024

Envoltos em ambiente pouco favorável, principalmente para a agricultura, mas também na pecuária, avalio ser necessário uma visão de longo de prazo para as atividades agropecuárias, principalmente, a necessidade de dispositivos de proteção e cobertura financeira para o setor.

Em todos os meus programas de televisão e rádio, em minhas publicações impressas ou digitais, tenho dito desde 2022 que teríamos os anos de 2025 e 2026 com grandes oportunidades para a pecuária bovina de corte. Apesar de parecer um exercício de adivinhação, com um leitor meu já me questionou – de forma muito engraçada, não é isso. Trata-se de pura matemática e estatística.
Mercado viveu mais uma semana de estabilidade. Foto: Arquivo/Rural News
Mercado viveu mais uma semana de estabilidade. Foto: Arquivo/Rural News

Nos últimos 15 anos tenho me especializado em analisar relatórios econômicos e levantamentos agrícolas e pecuários de várias partes do mundo, algo que não fazia desde a faculdade.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos é o maior provedor deste tipo de conteúdo, com vários relatórios semanais. Trabalho praticamente todos os dias com relatórios agrícolas e com todos de pecuária (na pecuária há menor volume).A motivação para escrever os dois últimos parágrafos é para explicar que de acordo com o Departamento dos EUA (USDA), os norte-americanos já estão na pior posição de estoques de bovinos desde 1951, para a data de primeiro de janeiro. São apenas 87,2 milhões de cabeças, com tendência de queda nos próximos dois anos, com a maior depressão esperada para janeiro até junho de 2026.

Estou escrevendo sobre a janela de oportunidade, vai se abrir, mas que exige forte organização e planejamento por parte do pecuarista, para adequação de seus custos, com a projeção de margens e utilização de ferramentas para garantir proteção.Para encerrar, a expectativa em curtíssimo prazo é de queda.
Hoje os preços do boi gordo vinham em R$ 239,00 em São Paulo, perdendo R$ 1,00. No Mato Grosso do Sul negócios a R$ 225,00 a arroba, perdendo R$ 3,00. Claro que há pecuarista que fecharam negócios melhores, mas é a média de valores. A próxima semana deve ser marcada por baixa liquidez e pressão nos preços.


Sobre o autor

Fabiano Reis é jornalista econômico, especialista em Marketing rural e mestre em Produção e Gestão Agroindustrial. Editor de economia e agricultura do Canal do Boi, onde apresenta o programa AgriculturaBR. É colunista econômico em diversos veículos de imprensa. Professor universitário nos cursos de Administração e Comunicação Social. Palestrante nas áreas de comunicação e agronegócio; Apresentador de eventos e feiras. Publicou os livros Reflexos sobre o nada nos mares do Pantanal, Life Editora, 2011 (livro poesias); A interação da pecuária brasileira, Nelore MS, 2012; Nelore: mostra a força de uma raça, Nelore MS, 2010; O perfil do comércio varejista de carne bovina de Campo Grande-MS, dissertação de mestrado, UNIDERP, 2005; Redação e revisão do livro Organização e Valor para Comércio Varejista de Carne, SEBRAE, 2004.
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