Milho sobe em Chicago, mas oferta limita ganhos
Mercado internacional reage, porém ampla oferta global e pressão no Brasil mantêm cenário cauteloso
Oferta global elevada e avanço da colheita no Brasil mantêm o mercado de milho sob pressão. Foto: Canva
O milho opera em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quarta-feira. O contrato março sobe 3 pontos e é cotado a US$ 4,29. No pregão anterior, os principais vencimentos encerraram com perdas entre 1 e 2 pontos. De acordo com a Granoeste, o mercado equilibra fatores de suporte na demanda com um quadro de ampla oferta global.
Apesar do consumo aquecido, a temporada atual apresenta produção elevada. A safra mundial está estimada em 1,296 bilhão de toneladas, crescimento de 5,5% sobre o ano anterior. Já o consumo global deve alcançar 1,299 bilhão de toneladas, alta de 3,7%. Mesmo assim, os estoques finais permanecem em patamar confortável, próximos de 291 milhões de toneladas, nível semelhante ao do ciclo passado.
Na B3, os contratos também mostram ajustes. A posição março trabalha em R$ 68,30, abaixo do fechamento anterior de R$ 68,93. O vencimento maio é negociado a R$ 67,85, ante R$ 68,48 no dia anterior.
Brasil avança na colheita e mantém pressão interna
No Brasil, a colheita da safra de verão ganha ritmo e já se aproxima de 10% da área. Ao mesmo tempo, o plantio da safrinha se intensifica e alcança entre 6% e 8%. Esse avanço sazonal reforça a percepção de oferta elevada ao longo do ano.
No mercado doméstico, as indicações de compra seguem pressionadas. No oeste do Paraná, compradores demonstram interesse entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca, conforme o prazo de pagamento e a localização dos lotes.
Além disso, o câmbio continua influenciando a formação dos preços. O dólar opera em queda, ao redor de R$ 5,18, após ter fechado a sessão anterior com recuo de quase 1,5%, a R$ 5,206. A valorização do real reduz a competitividade das exportações e limita reações mais firmes nos preços internos.
