Preços de hortaliças registram queda em setembro
Hortaliças registram queda de preços em setembro, com destaque para alface, batata, cebola, cenoura e tomate
Queda nos preços de hortaliças impacta produtores e mercados atacadistas em todo o país. Foto: Canva
O 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Conab, mostra que os preços das hortaliças mais consumidas nos principais mercados atacadistas do país caíram em setembro. A maior redução foi na alface, que recuou 16,01% na média ponderada das cotações, devido à boa oferta disponível. Além disso, batata, cebola e cenoura também registraram queda de preços, motivada pelo aumento da disponibilidade nos mercados.
No caso da cebola, os valores seguem em trajetória descendente desde junho. Em setembro, a média ponderada apresentou retração de 14,8% em todas as Ceasas analisadas. Já a batata registrou a quarta queda consecutiva, com recuo de 10,4% em relação a agosto.
Tomate e cenoura apresentam comportamento misto
O tomate teve comportamento desigual: em Vitória, a cotação caiu 37,88%, enquanto em Goiânia subiu 46,91%. Apesar de uma pequena redução de oferta (3,6%), os preços médios ponderados caíram 5,76%. Por sua vez, a cenoura caiu 4,71% na média ponderada, influenciada pela menor produção em Minas Gerais, principal estado produtor.
Entre as frutas, a melancia seguiu a tendência das hortaliças, com queda de 10,29%, mesmo diante da maior demanda causada pelas altas temperaturas. Em contrapartida, banana, laranja, maçã e mamão tiveram alta nos preços. A maçã subiu 1,38%, impulsionada pelo aumento da procura. A banana teve alta média de 6,56%, enquanto a laranja subiu 7,9% em função da maior demanda que compensou o aumento da oferta. O mamão apresentou elevação de 12,72% na média ponderada, apesar de variações ao longo do mês.
Além disso, as exportações de hortaliças se mantiveram fortes. De janeiro a setembro, o volume enviado ao exterior somou 853,2 mil toneladas, 28% acima do mesmo período de 2024, e o faturamento chegou a US$ 994,42 milhões, 15% maior. Apesar das tarifas dos EUA sobre alguns produtos brasileiros, as vendas se mantiveram resilientes, especialmente em mercados como manga e uva.
O Boletim Prohort também destacou o tratamento e gerenciamento de resíduos sólidos nas Ceasas, apoiando práticas de agricultura regenerativa, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar.
Os dados foram levantados nas Centrais de Abastecimento de São Paulo e Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Curitiba (PR), São José (SC), Goiânia (GO), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). O 10º Boletim Hortigranjeiro 2025 está disponível no portal da Conab.
