INÍCIO AGRICULTURA Bovinocultura

Será que o ciclo pecuário começou a mudar?

Várias razões indicam que a mudança de ciclo pecuário já começou
Fabiano Reis
- Especial para Rural News
Publicado em 18/04/2024

Há várias razões para se acreditar que a mudança de ciclo pecuário, em alguns aspectos, já começou. Houve antecipações de abates, o que justifica a forte matança nos dois primeiros meses do ano e, também, agora, em abril. O bezerro começou a valorizar, e o boi magro, frente ao contrato na B3 dentro de três meses, também. Sobre os dados citados, os abordei com base em informações do abate SIF. As cotações do mercado físico do boi, os leilões de gado para cria, recria e engorda e, também, um estudo muito interessante do Cepea.

Começo pelos dados do Cepea, pois trazem uma visão sobre a produção pecuária brasileira. Os pesquisadores identificaram que os preços do boi magro e os ajustes do contrato Julho/24 negociado na B3 (distante três meses, período de um ciclo de confinamento) aponta para cenário relevante para aquisição de animais desta categoria.

Confinamento

Por falar em confinamento, é exatamente o boi magro elemento de maior peso no investimento para este tipo de engorda e/ou terminação. Participa entre 60% e 70%. Outros elementos da composição de confinadores são o milho e farelo de soja, os mais tradicionais de animais no cocho, entre outros. Entretanto, por qual motivo comecei o texto falando que devemos ter iniciado a mudança de ciclo?
(Foto: Wenderson Araújo/Trilux/-CNA)
(Foto: Wenderson Araújo/Trilux/-CNA)

É apenas uma percepção, mas baseada no preço dos bezerros que estão se elevando em comparação aos últimos anos. O grande abate antecipado de fêmeas que faz com que arroba do boi gordo fique mais competitiva.


Sobre o autor Fabiano Reis

Fabiano Reis é jornalista econômico, especialista em Marketing rural e mestre em Produção e Gestão Agroindustrial. Editor de economia e agricultura do Canal do Boi, onde apresenta o programa AgriculturaBR. É colunista econômico em diversos veículos de imprensa. Professor universitário nos cursos de Administração e Comunicação Social. Palestrante nas áreas de comunicação e agronegócio; Apresentador de eventos e feiras. Publicou os livros Reflexos sobre o nada nos mares do Pantanal, Life Editora, 2011 (livro poesias); A interação da pecuária brasileira, Nelore MS, 2012; Nelore: mostra a força de uma raça, Nelore MS, 2010; O perfil do comércio varejista de carne bovina de Campo Grande-MS, dissertação de mestrado, UNIDERP, 2005; Redação e revisão do livro Organização e Valor para Comércio Varejista de Carne, SEBRAE, 2004.
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