Município gaúcho lança refrigerante de pitaya

Objetivo da iniciativa é diversificar a produção e oferecer uma nova alternativa de renda para pequenos agricultores
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Publicado em 12/03/2024

O Rio Grande do Sul é conhecido pela produção de espumantes e vinhos finos. Mas agora o Estado inova ao fabricar o primeiro refrigerante de pitaya (Hylocereus undatus) um fruto que oferece oportunidades para geração de renda e ocupação econômica no Estado. Em Sério, um pequeno município situado no Vale do Taquari, a 146 quilômetros de Porto Alegre, um grupo de produtores da região decidiu investir na versatilidade da fruta e foi pioneiro, no Brasil, na produção da bebida em escala comercial.

O sabor do refrigerante foi motivado pela excelente adaptabilidade e cultivo da fruta ao terreno e clima da região. Sério investiu na aquisição de mudas para uma produção em maior escala da fruta, possibilitando estudos de novas técnicas de plantio e produtividade. “Nós necessitávamos ter algo diferente para apresentar à região, uma nova perspectiva, para transformar Sério na terra da pitaya e dar uma identidade ao município. Por isso, a fruta é tão essencial para a cidade e para os produtores, que agora têm uma nova possibilidade de se transformarem e fazerem a diferença”, destaca o prefeito de Sério, Moises de Freitas.
Sabor do refrigerante foi motivado pela excelente adaptabilidade e cultivo da fruta ao terreno e clima da região
Sabor do refrigerante foi motivado pela excelente adaptabilidade e cultivo da fruta ao terreno e clima da região

A fim de fomentar a agricultura familiar e investir em produção da bebida em nível industrial, a iniciativa dos produtores foi colocada em prática. A bebida – feita com pitaya e uva branca – é elaborada em parceria com o Instituto Tecnológico em Alimentos para Saúde - itt Nutrifor, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS). Após um ano de testes, a associação dos produtores, com apoio do governo municipal, obteve o registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).Por enquanto, o envase é feito em uma indústria da vizinha Ivoti (RS). Inicialmente, foram produzidos dois lotes com 5 mil latas.

O refrigerante tem agradado o paladar daqueles que o experimentam e fez sucesso na 2ª edição da Feira da Pitaya, que ocorreu na última semana. Mais de 30 mil pessoas passaram pela feira nos quatro dias de programação.Os agricultores começaram a investir no cultivo de pitaya em 2017. Hoje, o município colhe 120 toneladas da fruta exótica por ano. Em boas condições, um hectare cultivado pode render até 20 toneladas da fruta anualmente. E, em média, o preço do quilo é vendido por R$10.

A bebida é produzida com o suco de uva branca, contando com 32% da fruta em sua composição, sem adição de açúcar e de conservantes. Como não tem conservantes, o maior desafio dos empreendedores no momento, pois a durabilidade é de 60 dias. Um estudo está sendo executado com objetivo de aumentar validade para quatro meses.
“Para a comercialização é pouco tempo. O desafio agora é um novo trabalho para encontrar algo que possa aumentar esse prazo de validade”, disse Freitas.A pitaya – fruto do cacto – é um alimento exótico, rico em vitamina C e ômega 3. Conhecida também como fruta-do-dragão, por conta da aparência externa, por dentro ela é suculenta, sendo um insumo plural na gastronomia. Com ela é possível fazer doce, geleia, cupcake, chope e até cosmético. O termo “pitaia” significa “fruta escamosa”.


Sabor do refrigerante foi motivado pela excelente adaptabilidade e cultivo da fruta ao terreno e clima da região

Sabor do refrigerante foi motivado pela excelente adaptabilidade e cultivo da fruta ao terreno e clima da região

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