Paraná lidera as exportações brasileiras de frango em 2023

Estado fecha o ano com alta de quase 10% no volume de carne e derivados embarcados ao exterior

Publicado em 08/01/2024

As indústrias avícolas paranaenses encerraram 2023 na liderança das exportações brasileiras de frango in natura e processado. Conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (APBA) nesta segunda-feira, o Estado embarcou 2,087 milhões de toneladas dos produtos no período. O volume é 9,69% maior que o alcançado em 2022 e superior à elevação de 6,6% registrada em nível nacional.

De janeiro a dezembro do ano passado, o Brasil exportou 5,138 milhões de toneladas, ante as 4,822 milhões de toneladas embarcadas no ano anterior. “No ano em que registramos o primeiro foco de Influenza Aviária em aves silvestres no Brasil, os resultados obtidos pelas exportações atestam a confiança do mundo no trabalho de excelência em biosseguridade executado pelas empresas do setor, com o apoio do Ministério da Agricultura e das secretarias estaduais e municipais de agricultura, o que permitiu ao país continuar livre de Influenza Aviária”, salientou, em nota.
Foto: Ari Dias / AEN
Foto: Ari Dias / AEN

A surpresa ficou por conta do Rio Grande do Sul, o único estado entre os exportadores a registrar queda no volume comercializado para fora do Brasil. De acordo com Asgav, o estado vendeu 739 mil toneladas de janeiro a dezembro de 2023, volume 2,13 menor que o registrado em 2022. A redução vai na contramão do somatório de São Paulo (+6,32%) e de Goiás, com 236,8 mil toneladas (+21,3%).
No ano em que registramos o primeiro foco de Influenza Aviária em aves silvestres no Brasil, os resultados obtidos pelas exportações atestam a confiança do mundo no trabalho de excelência em biosseguridade executado pelas empresas do setor, com o apoio do Ministério da Agricultura e das secretarias estaduais e municipais de agricultura, o que permitiu ao país continuar livre de Influenza Aviária
Ricardo Santin, presidente da ABPA.



Fontes do setor avícola gaúcho atribuem o recuo às extremidades climáticas. Após três anos da estiagem trazida pelo fenômeno El Niño – que diminuiu a oferta de milho na região -, os avicultores enfrentam, desde setembro do ano passado, os revezes do El Niño. Os principais desafios estão relacionados ao excesso de chuva, cujas consequências impactam desde a produção de matéria-prima até o transporte dos produtos industrializados.
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