Abertura da colheita do arroz projeta público de 21 mil
Evento em Capão do Leão reúne tecnologia, debate econômico e perspectivas para a orizicultura em terras baixas
Coletiva de imprensa apresentou a programação e os principais temas da Abertura Oficial da Colheita do Arroz. Foto: Nestor Tipa Júnior / AgroEffective
A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas deve reunir cerca de 21 mil visitantes ao longo de três dias em Capão do Leão, no Sul do Rio Grande do Sul. A programação foi apresentada nesta segunda-feira (26), durante coletiva de imprensa realizada na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado.
Além de divulgar os detalhes do evento, o encontro promoveu um amplo debate sobre o cenário econômico, os desafios da orizicultura e as perspectivas para o setor. A edição deste ano será realizada entre os dias 24 e 26 de fevereiro.
Evento ganha estrutura permanente
Ao abrir a coletiva, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, destacou a trajetória contínua da Abertura da Colheita, realizada de forma ininterrupta, inclusive durante a pandemia. Segundo ele, esta será a oitava edição consecutiva sediada na estação da Embrapa, em Capão do Leão.
Além disso, Dutra informou que está em andamento uma formalização para garantir a permanência do evento no município pelos próximos dez anos. A medida deve facilitar a logística e ampliar a estrutura das vitrines tecnológicas de lavouras.
Expectativa de público e expositores cresce
A organização projeta crescimento no público e na área do evento. Ao todo, serão 230 expositores, distribuídos em uma área de 30 hectares. A Feira da Agricultura Familiar contará com 20 expositores, número três vezes maior que o registrado na edição anterior.
Com isso, a expectativa é superar os 20 mil participantes, consolidando a Abertura da Colheita como um dos principais eventos técnicos do calendário do arroz no Brasil.
Cenário desafiador exige novas alternativas
O diretor técnico do Senar no Rio Grande do Sul, Cláudio Rocha, ressaltou que o evento ocorre em um momento delicado para o setor orizícola. Segundo ele, é justamente em períodos de dificuldade que surgem oportunidades e soluções.
Já o vice-presidente da Farsul, Fernando Rechsteiner, chamou atenção para a importância da diversificação. Para ele, ampliar a eficiência produtiva sem abrir novos mercados pode levar à redução da área plantada. Nesse contexto, defendeu a busca por novos destinos para o arroz, inclusive na produção de etanol.
Inovação e tecnologia no centro do evento
O coordenador regional do Irga Zona Sul, Igor Kohls, destacou o perfil tecnológico da Abertura da Colheita. Segundo ele, o evento se consolidou como um espaço de inovação, reunindo máquinas, insumos e sistemas produtivos de ponta.
As vitrines tecnológicas permitem que o produtor avalie, na prática, a eficiência das soluções disponíveis, o que tem contribuído para o crescimento contínuo do público nos últimos anos.
Conexão entre campo e mercado
O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, explicou que o tema desta edição é Cenário atual e perspectivas – Conectando campo e mercado. De acordo com ele, a proposta vai além da apresentação de tecnologias e busca preparar o produtor para diferentes conjunturas.
Nunes também destacou a abertura de mercado proporcionada pelo acordo entre Mercosul e União Europeia. A expectativa é exportar até 60 mil toneladas de arroz, com potencial de crescimento à medida que o produto brasileiro ganhe espaço no mercado europeu.
Estrutura e realização
A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz contará com representantes de 17 países e de 18 estados brasileiros. Serão 35 lavouras nas vitrines tecnológicas, com cerca de 50 empresas apresentando produtos e soluções para o setor.
O evento é realizado pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, além de patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O encerramento contará com um ato simbólico de colheita na Lavoura Breno Prates.
