A produção paulista de milho primeira safra encerrou o ciclo 2025/26 com um salto expressivo de 41%, atingindo a marca consolidada de 2,06 milhões de toneladas. O desempenho recorde foi confirmado pelo 3º levantamento conjunto do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).
O avanço na colheita do cereal foi impulsionado por dois fatores complementares da porteira para dentro: uma expansão de 26,5% na área semeada (alcançando 277,8 mil hectares) somada a um ganho de 11,5% no rendimento médio das lavouras.
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A região de Itapeva despontou como o principal polo do milho verão no estado, concentrando 26% de todo o volume colhido. Ao lado de São João da Boa Vista (11,5%), Itapetininga (7,7%) e Avaré (7,5%), o grupo de municípios respondeu por mais da metade (52,7%) da oferta paulista do grão.
Soja compensa corte de área com produtividade
Principal motor da pauta agrícola do estado, a soja fechou a safra 2025/26 em 4,12 milhões de toneladas, mantendo estabilidade frente ao exercício anterior.
Mesmo com a retração de 5,1% na área destinada à oleaginosa, a colheita sustentou patamares elevados graças ao avanço de 5,4% na produtividade média, que bateu 3.603 kg/ha (cerca de 60 sacas por hectare). O desempenho foi puxado pelas regionais de Itapeva (19,3% do volume estadual), Ourinhos (10,5%), Assis (10,3%), Itapetininga (7,0%), Orlândia (6,6%) e Avaré (5,0%), que juntas somam 58,7% da safra de soja em São Paulo.
Amendoim enfrenta margens apertadas e látex opera estável
Líder absoluto com 80% da oferta nacional de amendoim, São Paulo sentiu a desvalorização dos preços no mercado interno e as cotações externas mais fracas. O cenário forçou um corte de 8,7% na área plantada e reduziu a produção para 2,8% a menos. A perda não foi mais drástica devido ao salto de 6,4% na produtividade, com destaque para as lavouras de Jaboticabal e Presidente Prudente.
No setor da heveicultura, a safra paulista operou em estabilidade, totalizando 263,6 mil toneladas de coágulo de látex (leve oscilação negativa de 1,0%), com o polo de São José do Rio Preto mantendo sua fatia de 31,7% do mercado estadual.
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