As cotações do açúcar cristal branco mantêm uma trajetória consistente de valorização no mercado à vista do estado de São Paulo. Com o avanço dos preços, o Indicador CEPEA/ESALQ para o produto (cor Icumsa de 130 a 180) voltou a fechar acima de R$ 100,00 por saca de 50 kg, patamar que não era registrado desde meados de abril.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento altista é sustentado pela postura firme das usinas, que elevaram os valores pedidos em razão da menor disponibilidade de lotes para pronta entrega no mercado spot aliada ao suporte vindo da valorização do produto no mercado internacional.
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Cautela compradora e ritmo das negociações
Diante do encarecimento da saca, a ponta compradora passou a adotar uma postura mais cautelosa. Indústrias alimentícias e empacotadores reduziram o volume de novas ordens e passaram a comprar apenas o estritamente necessário para reposição de curto prazo, aguardando uma possível acomodação nos preços antes de fechar novos lotes expressivos.
Apesar da resistência dos compradores, a restrição de oferta física imediata e a paridade de exportação favorável continuam garantindo sustentação às tabelas praticadas pelas usinas sucroenergéticas paulistas.
