Os preços do etanol continuam em trajetória de alta no mercado físico de São Paulo, mesmo em um ambiente caracterizado pela baixa liquidez e volumes reduzidos nas negociações entre indústrias e distribuidoras. De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a sustentação das cotações reflete diretamente a firmeza das usinas no lado vendedor.
Grande parte das unidades produtoras paulistas opera em posição financeira confortável, com fluxo de caixa equilibrado e capacidade suficiente de tancagem. Esse cenário permite que as empresas retenham estoques e aguardem condições comerciais mais atrativas, sem demonstrar disposição para conceder descontos nas tabelas de venda. Algumas usinas optaram inclusive pelo afastamento temporário do mercado spot ao longo dos últimos dias para evitar pressão baixista.
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Na outra ponta da cadeia, a demanda das distribuidoras permaneceu pontual, com poucas companhias precisando efetuar compras imediatas para recomposição de estoques de curto prazo.
No entanto, as empresas que precisaram ingressar no mercado encontraram um quadro de oferta bastante restrito e poucas opções de fornecedores disponíveis. Diante da postura irredutível das indústrias sucroenergéticas, os compradores tiveram de aceitar os valores pedidos pelas usinas, consolidando novos patamares de preços para o biocombustível no estado.
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