Os contratos futuros do milho operam em terreno levemente positivo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, segundo informações da Granoeste Corretora. O vencimento de dezembro/26 trabalha cotado a US$ 5,02 por bushel, ensaiando uma recuperação técnica após as perdas de 4 a 6 pontos registradas nas posições mais curtas durante a sessão anterior.
O movimento no mercado internacional reflete o reposicionamento dos fundos e investidores na véspera da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A média das estimativas do setor privado projeta uma colheita norte-americana em torno de 399,2 milhões de toneladas, o que representa uma redução superior a 2,0 milhões de toneladas frente às 401,3 milhões estimadas em setembro — e um recuo expressivo sobre o recorde histórico de 432,3 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior.
Milho safrinha repete margem de lucro com apoio dos preços
Milho recua em Chicago com cautela antes do relatório USDA
Apesar da perspectiva de menor safra nos EUA, o mercado aguarda um incremento nos estoques finais norte-americanos para 42,3 milhões de toneladas (+2,5 milhões sobre o mês passado). Em contrapartida, os estoques globais do cereal devem recuar para a marca de 299,9 milhões de toneladas, segundo o consenso dos analistas consultados pela Granoeste Corretora.
B3 em alta e foco do produtor voltado ao plantio
No ambiente doméstico, os contratos futuros negociados na B3 acompanham o viés positivo do exterior e a firmeza da moeda norte-americana. O vencimento de novembro/26 opera a R$ 70,10 por saca (contra R$ 69,99 do fechamento anterior), enquanto o contrato de janeiro/27 avança para R$ 74,55 por saca (ante R$ 74,30 no encerramento prévio). No mercado de câmbio, o dólar comercial registra leve valorização, operando na faixa de R$ 5,02, após fechar a sessão anterior cotado a R$ 5,014.
No mercado físico de balcão e de lotes, o ritmo de negócios permanece contido e pontual. De acordo com a Granoeste Corretora, a liquidez reduzida decorre tanto da postura de cautela do agricultor frente ao cenário político pós-eleitoral quanto da concentração total de máquinas e equipes na implantação da safra de verão (milho primeira safra e soja), além do monitoramento constante das previsões climáticas no Sul do país.
As indicações de compra no interior e nos portos mostram os seguintes patamares:
Oeste do Paraná: lotes balizados entre R$ 63,00 e R$ 65,00 por saca, variando conforme a localização do armazém e a modalidade de frete;
Porto de Paranaguá: ofertas de compra posicionadas na faixa de R$ 67,00 a R$ 69,00 por saca, condicionadas aos prazos de pagamento acordados entre vendedores e tradings.
