A conquista do status de país livre de febre aftosa sem vacinação abriu uma nova fase de exigências para a pecuária de corte e leite no Brasil. Os desafios e as novas responsabilidades do setor foram debatidos pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) durante o painel internacional “Do Pasto ao Porto Chegando ao Rodeio: Fortalecendo a Sanidade Animal e o Comércio Agrícola por meio da Parceria EUA-Brasil”, realizado no Parque do Peão de Barretos.
Promovido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA/APHIS e USDA/FAS-ATO), em parceria com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária de SP (CDA), Os Independentes e apoio da Faesp, o encontro reuniu médicos-veterinários, pesquisadores e autoridades sanitárias dos dois países para alinhar diretrizes de cooperação técnica e biossegurança.
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Vigilância ativa e erradicação de zoonoses
Com o fim da vacinação contra a febre aftosa, o foco da defesa agropecuária passa a depender integralmente da vigilância epidemiológica ativa, da velocidade na notificação de suspeitas clínicas e do controle rigoroso do trânsito de animais.
Além de blindar as fronteiras, os especialistas destacaram a necessidade de intensificar o combate a outras enfermidades crônicas que limitam o acesso a mercados compradores de alta exigência, com foco na erradicação e controle sistemático da brucelose e tuberculose bovina, no fortalecimento da capacidade diagnóstica da rede de laboratórios oficiais, na implantação de protocolos rigorosos de biossegurança dentro das fazendas de cria, recria e engorda, além da integração de dados entre o setor produtivo e órgãos de saúde pública (One Health / Saúde Única).
Cooperação internacional e abertura de mercados
O vice-presidente da Faesp, Cyro Penna, destacou no painel a relevância econômica da pecuária paulista e defendeu que o padrão sanitário brasileiro precisa se consolidar como um ativo comercial inegociável. O evento contou ainda com a participação de entidades internacionais como o CDC, PBR Brasil, National Reined Cow Horse Association (NRHA) e American Feed Industry Association (AFIA).
A integração técnica permanente com os órgãos de inspeção norte-americanos visa antecipar barreiras não tarifárias, harmonizar exigências sanitárias e assegurar que a carne brasileira mantenha credenciais sólidas para disputar os principais destinos globais de proteína animal.
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