Os preços médios nacionais dos combustíveis registraram recuo consistente na segunda semana de agosto, com destaque para a forte desvalorização do etanol hidratado. De acordo com os dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a gasolina comum recuou para R$ 6,65 por litro (queda semanal de 0,43%), atingindo o menor valor médio desde março.
No mesmo período, o diesel S-10 caiu para R$ 6,92 por litro (recuo de 0,69%), alcançando também sua menor cotação em cinco meses. Já o etanol hidratado caiu 2,03% na semana, fechando a R$ 4,02 por litro, renovando a menor média nacional desde a primeira semana de julho de 2024. No acumulado desde o final de março, o biocombustível já acumula uma redução expressiva de 16,2% nas bombas brasileiras.
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Paridade torna o biocombustível mais vantajoso
O ritmo mais acelerado de queda do etanol ampliou sua competitividade frente à gasolina para motoristas de veículos flex. O Indicador de Custo Benefício-Flex, que compara a relação percentual de preços entre os dois combustíveis, caiu de 65,2% no fim de julho para 64,4% em meados de agosto. Pela regra prática do mercado, índices abaixo de 70% tornam o etanol financeiramente mais vantajoso em relação ao combustível fóssil.
A paridade econômica mostra-se ainda mais atrativa nos principais polos produtores do país. Em Mato Grosso, o etanol custou em média R$ 3,77 por litro, representando apenas 55,0% do valor da gasolina. Em São Paulo, o preço médio foi o mais baixo do país, a R$ 3,70 por litro (paridade de 57,1%). Em Mato Grosso do Sul a relação ficou em 61,4%, no Paraná atingiu 61,8% e em Minas Gerais fechou em 63,5% com o litro a R$ 4,05, mantendo o biocombustível amplamente favorável em todos esses mercados.
Disparidades regionais e impulso da safra
O recuo expressivo do etanol é impulsionado pelo pico de moagem da safra 2026/27 de cana-de-açúcar e pelo avanço da produção de etanol de milho, ampliando a oferta interna.
O levantamento Veloe e Fipe também aponta acentuada disparidade regional de preços no país. Enquanto o menor preço médio da gasolina comum foi verificado no Rio Grande do Sul (R$ 6,33 por litro) e o maior em Roraima (R$ 7,80 por litro), o diesel S-10 oscilou entre R$ 6,38 no Rio Grande do Sul e R$ 8,13 no Acre. No etanol, a amplitude variou da mínima de R$ 3,70 em São Paulo até o teto de R$ 5,53 por litro registrado em Sergipe.
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