O desenvolvimento das culturas de inverno no Rio Grande do Sul entra na fase decisiva de definição de produtividade, impulsionado por períodos recentes de melhor luminosidade e estabilidade térmica. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de canola, carinata e cevada evoluem com estandes considerados satisfatórios, apesar de variações regionais decorrentes do escalonamento de plantio e de geadas pontuais.
No caso da canola, as áreas caminham para o encerramento do ciclo biológico. Cerca de 88% dos talhões encontram-se entre as fases de floração e enchimento de grãos, enquanto 9% já atingiram a maturação plena e 1% registra os primeiros trabalhos de colheita em lavouras de ciclo precoce. A redução momentânea da umidade do ar favoreceu a atividade de insetos polinizadores na florada, embora eventos de geada durante a formação de síliquas sigam sob monitoramento técnico para quantificar eventuais impactos no peso de grãos. Para o ciclo atual, a Emater/RS projeta 353.397 hectares cultivados com canola e uma produtividade média estadual de 1.619 kg/ha.
Cultivo da carinata ganha espaço no inverno gaúcho
Lavouras de inverno avançam no Paraná sob alerta fitossanitário
A brassicácea carinata, consolidada como alternativa para a rotação de inverno e produção de biocombustíveis avançados, também mantém padrão técnico positivo:
Estágios fenológicos: 3% das lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 62% em granação (enchimento de grãos) e 3% em maturação;
Destaque em Frederico Westphalen: A região apresenta 70% das áreas em enchimento e 30% em maturação, com produtividade estimada ao redor de 1.100 kg/ha;
Região de Ijuí: Os campos dividem-se entre floração (15%), enchimento de grãos (80%) e início de maturação (5%).
Nas lavouras de cevada, as janelas de sol permitiram a retomada dos tratos culturais e aplicações de defensivos. Apesar de episódios de precipitações volumosas em áreas de maior concentração da cultura, a assistência técnica não identificou perdas expressivas de potencial produtivo. A fenologia estadual aponta metade da área (50%) ainda em fase vegetativa, 30% em floração, 20% em granação e talhões isolados iniciando maturação. O Rio Grande do Sul estima colher 20.320 hectares de cevada, com produtividade média calculada em 3.020 kg/ha.
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