A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em ação conjunta com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), marca presença na edição 2026 da China International Import Expo (CIIE), que ocorre entre 5 e 10 de novembro, em Xangai. Considerado a maior vitrine estatal para o ingresso de produtos importados no mercado chinês, o evento congrega autoridades governamentais, redes varejistas e tradings globais de alimentos de mais de uma centena de países.
A comitiva nacional concentra suas atividades institucionais no Pavilhão Brasil, organizado pela ApexBrasil, além de integrar painéis do fórum internacional do setor de carnes, realizado paralelamente à programação oficial da feira. O objetivo é aprofundar o relacionamento institucional com o Ministério do Comércio (Mofcom) e com o órgão sanitário chinês (GACC), ressaltando a biosseguridade, a transparência técnica e a escala de suprimento do complexo avícola e suinícola do Brasil.
Novas cultivares de noz-pecã adaptadas ao país serão lançadas no RS
CNA e entidades internacionais alinham vigilância da aftosa no PR
O posicionamento comercial é reforçado por meio das marcas internacionais setoriais coordenadas pela entidade: Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, apresentando as vantagens de sustentabilidade ambiental, rastreabilidade e adaptabilidade da produção brasileira aos padrões de corte exigidos pela culinária asiática.
Desempenho expressivo nas exportações para o mercado chinês
A ofensiva diplomática em Xangai reflete o ritmo vigoroso dos embarques brasileiros rumo aos portos da China ao longo de 2026. Estatísticas consolidadas de janeiro a setembro mostram que o país asiático adquiriu 420,899 mil toneladas de carne de frango do Brasil — expansão de 83,9% frente ao mesmo intervalo de 2025. O faturamento cambial com o produto mais do que dobrou no período, somando US$ 1,156 bilhão, um crescimento expressivo de 111,3%.
Na proteína suína, os desembarques no destino chinês alcançaram 100,034 mil toneladas nos nove primeiros meses do ano, gerando uma receita de US$ 216,577 milhões e assegurando um fluxo relevante de escoamento para os frigoríficos nacionais.
“A China é um parceiro estratégico para a proteína animal do Brasil. Nossa presença na CIIE e no fórum do setor de carnes reforçará o diálogo com autoridades, importadores e lideranças deste mercado. Será uma oportunidade para apresentar a capacidade da produção brasileira, fortalecer a confiança construída ao longo dos anos e avançar em novas possibilidades de cooperação e comércio”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
O dirigente pontua ainda que a aproximação contínua com os importadores de Xangai e Pequim é decisiva para defender a credibilidade dos controles sanitários nacionais, manter a regularidade dos certificados zoossanitários e agilizar novas habilitações de plantas frigoríficas de aves e suínos no Brasil.
