O Rio Grande do Sul deverá semear 6,64 milhões de hectares de soja na safra 2026/2027, segundo estimativa da Emater/RS-Ascar. Com a implantação das lavouras em andamento, o controle de plantas daninhas está entre os cuidados que exigem atenção dos produtores na preparação das áreas.
A projeção indica redução de 0,92% na área cultivada em relação à temporada anterior. Apesar desse recuo, a produção estadual é estimada em 21,15 milhões de toneladas, crescimento de 15,32%, com produtividade média prevista de 3.183 quilos por hectare. Os números representam estimativas iniciais e dependem das condições ao longo do ciclo.
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Nesse cenário, o engenheiro agrônomo Luciano Monteiro, da Cotriel (Espumoso), ressalta que o manejo das plantas daninhas deve integrar o planejamento da semeadura. O profissional destaca a importância de uma dessecação de qualidade e do uso de herbicidas pré-emergentes como parte da estratégia de controle.
“Sabemos que as plantas daninhas irão competir por água, luz e nutrientes com a cultura da soja”, afirma Monteiro. Segundo ele, essa disputa pode comprometer a produtividade e reduzir a rentabilidade do produtor ao final da safra.
O agrônomo explica que os pré-emergentes auxiliam no controle das invasoras e contribuem para o estabelecimento de uma população adequada de plantas de soja. A orientação é considerar esse manejo ainda nos preparativos das áreas, buscando condições favoráveis ao desenvolvimento inicial da lavoura.
Além do controle das plantas daninhas, o ritmo da implantação depende das condições climáticas. Em atualização divulgada no fim de outubro pela Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, com dados da Emater/RS-Ascar, a semeadura havia alcançado 10% da área projetada. A elevada umidade do solo, as baixas temperaturas e a reduzida luminosidade restringiam as janelas de trabalho em parte do Estado.
Para Monteiro, o acompanhamento técnico é um aliado na definição das estratégias de manejo. O profissional orienta os produtores a procurar profissionais técnicos para esclarecer dúvidas e planejar o controle das plantas daninhas nas lavouras.
