O Pavilhão da Agricultura Familiar consolida-se como a principal vitrine da agroindustrialização e da verticalização da produção das propriedades rurais gaúchas. Na 49ª Expoihttps://expointer.rs.gov.br/inicialnter, o espaço atinge sua 28ª edição apresentando recordes estruturais e comerciais: são 509 expositores oriundos de 216 municípios do Rio Grande do Sul, um acréscimo de 53 empreendimentos em comparação com a edição de 2025.
A estrutura reúne 400 agroindústrias familiares, 74 estandes de artesanato rural, 28 expositores de plantas, mudas e flores, além de sete cozinhas regionais. O público encontra uma matriz diversa de itens com identidade geográfica, como queijos autorais, derivados lácteos, embutidos coloniais, panificados, doces, mel, sucos e cortes de pescados.
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Inovação e agregação de valor na agroindústria regional
A evolução tecnológica e de receitas dentro das propriedades tornou-se marca registrada do pavilhão. Em levantamento conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), 37 empreendimentos participantes em 2026 apresentaram produtos inéditos com foco em diferenciação de mercado.
Entre os destaques apresentados à equipe de reportagem do RuralNews, a agroindústria Intenso Laticínios, sediada em Soledade, chamou a atenção dos visitantes ao lançar um doce de leite com raspas de limão. À frente do negócio, a responsável técnica Sirlei Dopke detalha o processo de desenvolvimento:
"O doce de leite com raspas de limão acabou nos surpreendendo. É um produto diferente, que conquistou o consumidor e hoje traz um reconhecimento muito importante para todo o trabalho que fazemos na propriedade", ressalta Sirlei.
Faturamento histórico, sucessão rural e geração de empregos
A força econômica do setor reflete-se na velocidade das negociações no balcão. Apenas no primeiro fim de semana da feira, as vendas totalizaram R$ 2,31 milhões — sendo R$ 1 milhão no sábado (29) e R$ 1,31 milhão no domingo (30). O resultado mantém a curva de expansão acelerada registrada nos últimos ciclos: R$ 8,6 milhões (2023), R$ 10,8 milhões (2024) e R$ 13,6 milhões (2025).
Para além das expressivas cifras financeiras, a representatividade social do espaço assume papel estratégico no fortalecimento das comunidades rurais. O protagonismo feminino ganha destaque com 179 empreendimentos liderados diretamente por mulheres, enquanto a sucessão no campo se consolida por meio da presença de 265 jovens à frente das operações no parque.
A sustentabilidade produtiva também marca presença com 69 expositores detentores de certificação oficial para itens orgânicos, compondo uma engrenagem socioeconômica capaz de movimentar mais de 1,5 mil postos diretos de trabalho ao longo dos nove dias de feira.
A coordenadora da FETAG-RS, Camila Rode, avalia que o espaço cumpre um papel pedagógico e mercadológico fundamental:
"O Pavilhão da Agricultura Familiar é uma grande vitrine. Aqui o agricultor consegue mostrar seu produto, contar sua história e mostrar para o consumidor todo o trabalho que existe dentro das propriedades", pontua a dirigente.
A programação do setor conta ainda com a Cozinha Show, voltada à elaboração de receitas com insumos adquiridos diretamente dos agricultores familiares, e com as disputas do 14º Concurso de Produtos da Agricultura Familiar, que nesta edição avalia 22 categorias técnicas, incluindo inovações como queijo autoral, queijo artesanal serrano, melado batido e doce cremoso de figo.
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