Economia 09-01-2026 | 14:35:00

Queda nos preços de alimentos básicos alivia custo da cesta em parte do país em dezembro

Redução nos preços de itens como leite, arroz e óleo contribuiu para aliviar o custo da cesta básica ao consumidor em parte do país

Por: Redação RuralNews

De acordo com o levantamento, o valor do conjunto de alimentos básicos aumentou em 17 capitais, caiu em nove e permaneceu estável em João Pessoa (PB), onde o preço ficou em R$ 597,66. Apesar das altas registradas em parte das cidades, a redução observada em importantes centros urbanos trouxe alívio pontual ao orçamento das famílias.
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Entre novembro e dezembro, os maiores aumentos ocorreram em Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). Também houve elevação em Macapá, Goiânia e no Rio de Janeiro. Por outro lado, as quedas mais expressivas foram registradas em Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%), Manaus (-1,43%) e Curitiba (-1,03%).
Redução nos valores de alimentos essenciais levou à queda da cesta básica em nove capitais no último mês do ano. Foto: Conab / Divulgação


Mesmo com a retração em algumas capitais, São Paulo manteve o maior custo da cesta básica do país, ao registrar R$ 845,95. Em seguida, aparecem Florianópolis, Rio de Janeiro, Cuiabá e Porto Alegre. Em contraste, cidades das regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores médios, como Aracaju, Maceió, Porto Velho, Recife, Natal e João Pessoa.

Produtos que puxaram a queda dos preços



Leite integral, arroz agulhinha, açúcar, café em pó e óleo de soja lideraram as reduções de preço em dezembro. O arroz apresentou queda em 23 das 27 capitais pesquisadas, com destaque para Maceió e Vitória. Segundo a Conab e o Dieese, o menor volume exportado e a demanda interna mais fraca contribuíram para a redução do preço no varejo.

Na sequência, o leite ficou mais barato em 22 capitais. As maiores quedas ocorreram em Curitiba e Recife. A maior oferta interna, impulsionada pela produção nacional e pelas importações de derivados, pressionou os preços para baixo. Apenas duas capitais registraram alta.

O açúcar também apresentou redução em 21 capitais. Teresina teve a maior queda, enquanto São Luís manteve estabilidade. Em cinco cidades, no entanto, houve aumento, com destaque para Macapá. Já o café em pó registrou queda em 20 capitais, influenciado pela redução das exportações, especialmente após tarifas impostas pelos Estados Unidos, um dos principais compradores do produto.

Por fim, a maior oferta global de soja impactou diretamente o preço do óleo no varejo. O produto ficou mais barato em 17 capitais, com destaque para Belo Horizonte e São Luís. Em outras localidades, os preços permaneceram estáveis ou apresentaram alta pontual.

Impacto no salário mínimo



Em dezembro de 2025, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o piso nacional vigente. Em novembro, o valor exigido era ligeiramente menor. Já em dezembro de 2024, o salário mínimo ideal correspondia a 5,01 vezes o valor em vigor à época.

Além disso, o tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta básica nas 27 capitais chegou a 98 horas e 41 minutos em dezembro. O número ficou levemente acima do registrado no mês anterior, mas abaixo do observado em dezembro de 2024.

Quando se considera o salário mínimo líquido, após o desconto previdenciário, o trabalhador comprometeu, em média, 48,49% da renda para comprar os alimentos básicos. Esse percentual ficou próximo ao registrado em novembro e bem abaixo do observado no mesmo período do ano anterior.

Ampliação da pesquisa



A ampliação da coleta de preços de 17 para 27 capitais resulta da parceria entre a Conab e o Dieese. A iniciativa fortalece a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados com cobertura nacional passaram a ser divulgados a partir de agosto de 2025.

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Texto publicado originalmente em Destaques
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