A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou suas estimativas para o encerramento do ciclo 2026 do complexo soja, apontando um incremento consistente nas operações industriais de moagem e na colocação de derivados no exterior. O balanço atualizado confirma a solidez do parque fabril nacional em capturar a valorização internacional dos subprodutos da oleaginosa, especialmente o óleo degomado e o farelo.
No balanço das matérias-primas, a estimativa para a safra brasileira em grão foi mantida estável em 180,4 milhões de toneladas, alinhada aos relatórios oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As projeções de embarques do grão in natura sofreram um ajuste marginal para baixo de 0,3%, situando-se em 115 milhões de toneladas, enquanto a importação do grão foi estimada em 900 mil toneladas.
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Em contrapartida à leve desaceleração do grão bruto, o volume destinado ao esmagamento industrial doméstico foi elevado em 0,3%, alcançando a marca de 63,5 milhões de toneladas.
O segmento de derivados apresentou revisões favoráveis em seus saldos finais:
Óleo de soja: A produção esperada cresceu 0,4%, atingindo 12,8 milhões de toneladas, enquanto as projeções de exportação saltaram expressivos 5,9%, passando para 1,8 milhão de toneladas; a importação permanece estimada em 125 mil toneladas;
Farelo de soja: O volume produzido teve acréscimo de 0,4%, projetado em 48,9 milhões de toneladas, com os embarques externos fixados em 25,3 milhões de toneladas;
Trajetória operacional: Em julho de 2026, as esmagadoras associadas processaram 5,13 milhões de toneladas (+1,9% frente a junho e +7,4% sobre julho de 2025, com ajuste amostral); no acumulado dos primeiros sete meses do ano, o processamento totalizou 33,6 milhões de toneladas, avanço de 8,3% na comparação anual.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, enfatizou os fundamentos que sustentam o ciclo fabril:
“O ajuste nas estimativas reflete o forte desempenho do processamento nacional de soja e o aquecimento do mercado internacional para o óleo de soja. A elevação constante no acumulado do ano demonstra a eficiência e a competitividade do setor industrial em responder às demandas globais e domésticas. Seguimos acompanhando os indicadores de oferta e demanda com cautela para garantir o suprimento regular de grãos e derivados ao longo do ano.”
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