A combinação entre preços mais baixos para a comercialização de ovos e o encarecimento dos custos de alimentação animal corroeu o poder de compra da avicultura de postura no estado de São Paulo durante o mês de julho. De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a relação de troca do setor atingiu o patamar mais desfavorável desde janeiro.
No lado da receita, as cotações das caixas de ovos brancos e vermelhos registraram recuo no atacado entre junho e julho. Em contrapartida, os custos com a nutrição do plantel seguiram o caminho oposto, impulsionados pela alta das duas principais matérias-primas da ração.
Preço do ovo cai em julho ao menor patamar real desde 2019
Preço dos ovos despenca e registra menor média do ano
Comportamento dos insumos no mercado nacional
A equipe de especialistas em grãos do Cepea detalhou os fatores que sustentaram a alta dos insumos no último mês:
Milho: Compradores atuaram de forma mais cautelosa no mercado disponível diante do avanço da colheita da segunda safra, enquanto os produtores mantiveram o foco no trabalho das máquinas, sustentando preços firmes.
Farelo de Soja: A liquidez aquecida nos mercados interno e externo elevou os prêmios de exportação nos portos brasileiros, repassando reajustes positivos às cotações domésticas.
Com a desvalorização do produto final na ponta consumidora e a valorização paralela da ração, a relação de troca dos ovos por milho e farelo de soja apresentou retração expressiva nas comparações mensal e anual, forçando o granjeiro a rever o planejamento financeiro e a eficiência do manejo nutricional das granjas.
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