Guerra no Oriente Médio pode elevar custos das proteínas no Brasil
Com petróleo e diesel no radar, mercado acompanha risco de aumento nos custos logísticos e de produção para as cadeias de proteína animal
As tensões no Oriente Médio voltaram a acender um alerta sobre os custos de produção das proteínas animais no Brasil. Em um cenário de petróleo valorizado e diesel mais caro, ovos, carne de frango e carne suína podem ficar mais caros ao consumidor, à medida que aumentam os custos logísticos, energéticos e de alimentação nas cadeias produtivas. As informações são da TF Agroeconômica.
Milho e frete entram no centro da preocupação
O milho é um dos principais componentes da ração animal e qualquer pressão adicional sobre frete, importações ou mercado doméstico pode impactar diretamente o custo de produção de aves, suínos e postura comercial.
A TF Agroeconômica destaca que o mercado global segue atento aos preços FOB e à concorrência internacional, em um momento em que o milho brasileiro aparece em US$ 220,75 FOB em Paranaguá, abaixo dos US$ 225 da Argentina e próximo dos US$ 221,25 do Golfo dos Estados Unidos. Com a guerra pressionando combustíveis, o frete tende a ganhar ainda mais peso na formação de preços internos.
Pressão pode chegar ao consumidor final
Na prática, o impacto pode ser percebido em toda a cadeia. O diesel mais caro encarece o transporte de grãos, insumos e proteína acabada. Isso pressiona granjas, integradoras e frigoríficos, especialmente em regiões com forte dependência rodoviária.
Se a alta de custos persistir, o repasse pode atingir os preços de ovos, carne de frango e carne suína no varejo nas próximas semanas, em um momento em que o mercado já acompanha com atenção margens mais apertadas no campo e na indústria.