As cotações do farelo de soja mantêm trajetória de valorização no Brasil e nos Estados Unidos, impulsionadas pela firmeza da demanda global pela proteína vegetal. Conforme levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o avanço nos preços do subproduto elevou a participação do farelo na margem de processamento (crush margin) das indústrias esmagadoras nos últimos dias, renovando máximas recentes.
O relatório do Cepea indica que a sustentação dos valores no mercado doméstico também foi favorecida por fatores de logística interna. Entre os meses de julho e agosto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) abriu espaço em unidades públicas de estocagem de farelo em estados estratégicos, mecanismo que concedeu flexibilidade operacional aos processadores e reduziu a urgência de desova rápida de lotes no balcão físico.
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A correlação de preços entre a matéria-prima bruta e seus subprodutos no polo industrial paulista evidencia a mudança de peso na cadeia de valor:
Métrica comparativa: Com base nos preços médios da soja em grão, do farelo e do óleo de soja transacionados na região de São Paulo, a fatia do farelo na crush margin alcançou o maior patamar desde outubro de 2024;
Tração global: O interesse de compra de importadores internacionais para ração animal absorve volumes elevados e equilibra a relação frente à dinâmica do óleo vegetal;
Estratégia fabril: A ampliação das margens garante suporte econômico para as plantas esmagadoras continuarem operando com taxas de utilização elevadas mesmo em período entressafras.
O fortalecimento da composição do farelo nas receitas das indústrias consolida o derivado como o principal pilar de sustentação das margens da moagem na reta final do ciclo comercial.
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