O relatório de Oferta e Demanda (WASDE) de agosto, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e analisado pelo relatório Radar Agro da Consultoria Agro Itaú BBA, trouxe revisões relevantes para o balanço global de grãos. No mercado da soja, o destaque principal foi a elevação da safra dos EUA para a temporada 2026/27, ajustada de 121,8 milhões para 123,0 milhões de toneladas. O avanço da produção norte-americana foi acompanhado por um aumento no consumo interno do país, que passou de 77,8 para 78,6 milhões de toneladas.
No cenário sul-americano, o relatório trouxe um ajuste positivo na estimativa da safra brasileira 2025/26, que subiu de 180,0 para 180,5 milhões de toneladas, enquanto manteve a projeção para 2026/27 em 186,0 milhões de toneladas. Já a Argentina teve sua colheita do ciclo 2025/26 reduzida de 50,0 para 49,5 milhões de toneladas. No âmbito global, o consumo total de soja em 2026/27 está projetado em 442 milhões de toneladas, mantendo os estoques finais em 124 milhões de toneladas (-1% na comparação anual).
Brasil deve colher 360,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26
Safra baiana de grãos atinge 14,6 mi/t e soja lidera com recorde
União Europeia sofre cortes e consumo global reage
No balanço do milho, o levantamento destaca o leve incremento na produção norte-americana de 2026/27, que subiu de 406 para 407 milhões de toneladas. Por outro lado, a União Europeia teve sua colheita de milho cortada de 54 para 50 milhões de toneladas devido a adversidades climáticas localizadas. O Brasil teve sua produção do ciclo 2025/26 elevada de 138 para 140 milhões de toneladas, enquanto a China teve suas importações reduzidas de 6 para 5 milhões de toneladas no ciclo 2026/27.
As revisões para o mercado de trigo e algodão também trouxeram pontos de atenção
O consumo global do trigo em 2026/27 foi revisado para cima, passando de 818 para 822 milhões de toneladas. Contudo, a oferta global sofreu baixas: a União Europeia teve a safra cortada de 136 para 134 milhões de toneladas, a produção brasileira 2026/27 caiu de 8 para 6 milhões de toneladas, e as exportações da Rússia foram ajustadas de 47,5 para 46,0 milhões de toneladas.
Já a produção global de algodão para 2026/27 subiu ligeiramente de 25,5 para 25,6 milhões de toneladas. Os EUA tiveram sua safra reduzida de 2,98 para 2,96 milhões de toneladas, enquanto a China viu seu consumo interno subir para 9,1 milhões de toneladas e a Índia ampliou suas importações para 0,7 milhão de toneladas.
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