Os preços do milho continuam em queda nos mercados interno e externo, conforme levantamento do Cepea. No Brasil, a demanda enfraquecida pressiona as cotações, enquanto as boas perspectivas de produção reforçam o movimento de baixa.
Além disso, produtores mostram maior flexibilidade nas negociações. Compradores, por sua vez, adquirem volumes pontuais e aguardam melhores condições de mercado. Esse comportamento limita reações mais firmes nos preços.
Milho opera em leve queda em Chicago com colheita nos EUA no fim
Exportação de milho opera com prêmios fracos e trava negócios da safra
Milho tenta recuperação em Chicago e opera com leve alta na B3
No mercado internacional, a expectativa de ampla oferta mundial também influencia as quedas. As projeções indicam aumento da produção global, o que amplia a disponibilidade do cereal nos principais países produtores.
Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra mundial de milho 2025/26 deve alcançar 1,29 bilhão de toneladas. O volume supera as estimativas divulgadas em dezembro de 2025 e também a produção registrada na temporada anterior.
No Brasil, os dados nacionais apontam oferta elevada. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção da safra 2025/26 em 138,86 milhões de toneladas, considerando as três safras. Embora o volume represente leve recuo em relação ao ciclo anterior, agentes ainda o consideram alto.
Diante desse cenário, a combinação entre oferta confortável e demanda contida mantém o viés de baixa para os preços no curto prazo, tanto no mercado interno quanto no externo.
