O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a conclusão, na manhã desta sexta-feira (4), da auditoria presencial conduzida por autoridades sanitárias da Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da União Europeia (DG Santé). A missão técnica avaliou os padrões de biosseguridade e os fluxos de fiscalização nas cadeias produtivas de carne de aves e de mel, atestando conformidade no sistema oficial de defesa agropecuária do Brasil.
Os controles sanitários e os procedimentos laboratoriais executados pelo serviço veterinário oficial foram classificados como satisfatórios pela comitiva estrangeira. A validação in loco é o passo determinante para a reinclusão do país na lista de nações habilitadas a comercializar esses produtos com os 27 estados-membros do bloco europeu.
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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comemorou o desfecho favorável da inspeção e destacou a proximidade do desfecho formal das negociações:
"Agora pela manhã se encerrou a auditoria das autoridades sanitárias da União Europeia no nosso país. E os nossos controles sanitários foram considerados satisfatórios, foram aprovados para as nossas aves e para o nosso mel. Agora é esperar o processo burocrático, mas muito rapidamente nós vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia."
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Iniciada em 24 de agosto, a auditoria foi requisitada pelas próprias autoridades comunitárias para checar a rastreabilidade e a transparência operacional dos frigoríficos avícolas, entrepostos de mel e unidades laboratoriais credenciadas. Ao longo das visitas, equipes técnicas do Mapa comprovaram os mecanismos de contenção de patógenos, as rotinas do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e o monitoramento de resíduos biológicos.
O processo de revisão sanitária vinha sendo conduzido de maneira contínua desde 12 de maio de 2026, data em que restrições pontuais foram impostas pela comissão europeia. Desde então, o corpo diplomático e as secretarias técnicas do governo federal intensificaram o envio de relatórios e a implementação de ajustes normativos para atender integralmente aos padrões comunitários exigidos para proteínas animais e produtos apícolas.
O resultado positivo afasta riscos imediatos de contágio comercial para os mais de 150 destinos internacionais atendidos pela avicultura brasileira. O ministério informou que seguirá em contato direto com Bruxelas e com as entidades do setor privado para monitorar a emissão do relatório final e a subsequente republicação das plantas frigoríficas habilitadas no diário oficial da União Europeia.
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