Os mercados de feijão operam sob trajetórias divergentes nas principais praças atacadistas do país. Enquanto o tipo preto encontra suporte nas cotações amparado pela busca ativa por grãos de padrão visual e culinário superior, o mercado do feijão-carioca enfrenta um cenário de desaceleração, pressionado pela postura comedida e seletiva por parte das redes empacotadoras e distribuidoras.
De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o comprador de feijão-carioca intensificou as exigências técnicas antes de formalizar propostas no balcão. O foco das vistorias recai sobre parâmetros específicos, como:
Cotações do feijão-preto avançam com oferta restrita
Oferta curta e demanda cautelosa oscilam preço do feijão
Feijão ganha espaço em Goiás mas preço desafia o produtor
Pureza varietal: Preferência restrita a cultivares comerciais consolidadas de grão claro;
Granulometria e peneira: Exigência de grãos graúdos e uniformes, com descarte ou deságio em lotes miúdos;
Índice de umidade: Rigor na medição para evitar grãos fermentados ou escurecimento acelerado nas embalagens finais.
Diante dessa triagem severa, os produtores com lotes regulares chegaram a conceder flexibilizações pontuais nos valores pedidos para dar vazão à mercadoria. Por outro lado, quem dispõe de produto nota dez mantém resistência em conceder descontos, segurando o estoque para preservar as margens.
No segmento do feijão-preto, o cenário é de maior estabilidade. A escassez de ofertas com boa apresentação visual e rápida cocção sustenta os preços pedidos pelos agricultores, consolidando um diferencial de liquidez frente ao carioca neste início de mês.
