Segundo informações divulgadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a entidade participou, na quinta-feira (18), da reunião da Câmara Temática de Modernização do Crédito e Instrumentos de Gestão de Risco do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro reuniu representantes do setor para discutir temas relacionados ao financiamento agropecuário, com destaque para a proposta da Lei do Agro 3.
Durante a reunião, o presidente da Câmara Temática e assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, apresentou as atualizações do projeto. Segundo ele, o texto já está sob análise da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e será dividido em eixos temáticos para facilitar a tramitação e acelerar sua votação no Congresso Nacional.
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“Estamos construindo uma agenda de modernização do crédito rural que combina inteligência de dados, novos instrumentos financeiros e avanço legislativo para ampliar segurança, liquidez e capacidade de investimento no campo”, afirmou Guilherme Rios.
Plataforma reúne dados das propriedades rurais
Outro tema abordado durante o encontro foi a plataforma Meu Imóvel Rural. O coordenador-geral de Articulação da Diretoria de Cadastro Ambiental Rural do Ministério da Gestão e Inovação (Dicar/MGI), Carlos Mario Guedes, apresentou as melhorias implementadas na ferramenta.
Segundo ele, a plataforma reúne informações relacionadas aos parâmetros ambientais e produtivos das propriedades rurais, contribuindo para ampliar a integração de dados e o acesso a informações estratégicas para o setor.
Endividamento rural entra em pauta
Na sequência, Frederico Poletto, da Serasa Experian, apresentou um panorama atualizado sobre a evolução do endividamento rural e o comportamento das recuperações judiciais no agronegócio.
A exposição trouxe dados sobre riscos, tendências e os principais desafios financeiros enfrentados por diferentes perfis de produtores rurais. O tema tem ganhado relevância diante das dificuldades observadas em algumas cadeias produtivas e da necessidade de ampliar mecanismos de gestão de risco no campo.
Fiagro é apontado como alternativa de financiamento
Também durante a reunião, o diretor-executivo da Associação Brasileira de Fiagros (ABFiagro), Rogério Boueri, apresentou o uso do Fiagro de Terras como instrumento para disponibilização de capital de giro ao setor agropecuário.
De acordo com Boueri, o modelo pode ampliar as fontes de financiamento disponíveis aos produtores rurais, contribuindo para diversificar os mecanismos de crédito e fortalecer a capacidade de investimento do agronegócio brasileiro.
As discussões reforçam o movimento de modernização do sistema de crédito rural, com foco na ampliação do acesso a recursos, no desenvolvimento de novos instrumentos financeiros e na melhoria da gestão de riscos para produtores e empresas do setor.
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