O Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (Ibrafe) deu mais um passo estratégico na agenda de internacionalização da produção nacional com a realização do Beans Route from Brazil to China, em Qingdao, na China. A iniciativa foi organizada em cooperação com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), dentro das ações do projeto setorial Brazil Superfoods.
O evento integra a missão comercial do instituto pelo continente asiático e tem como foco a preparação técnica e diplomática da cadeia produtiva nacional para a futura abertura do mercado chinês aos feijões produzidos no Brasil. Embora as exportações diretas ainda dependam da conclusão dos protocolos bilaterais e da liberação sanitária por parte de Pequim, o setor optou por estruturar a aproximação mercadológica com antecedência.
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Mapeamento de demanda e alinhamento agronômico
Durante as rodadas técnicas em Qingdao, a comitiva brasileira buscou identificar os padrões de consumo dos compradores chineses, mapear as cultivares com maior potencial de absorção e levantar os requisitos e especificações fitossanitárias exigidos pelo país asiático.
A diretriz visa fornecer segurança de planejamento para o produtor brasileiro, alinhando a escolha das sementes e o manejo de campo à demanda externa antes mesmo da formalização do comércio. O presidente do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders, reforça a postura proativa da entidade:
"Quem fecha contratos no futuro é quem constrói pontes no presente. O Brasil não vai esperar a porteira abrir para se organizar. Queremos entrar com o produto certo, no momento certo", pontua Marcelo.
Articulação comercial e consolidação de parcerias
O encontro reuniu importadores asiáticos, exportadores brasileiros, lideranças do setor e autoridades governamentais, criando um fórum direto para prospecção de negócios e troca de informações de mercado.
Por meio do projeto Brazil Superfoods, o Ibrafe e a ApexBrasil pretendem consolidar a reputação do país como fornecedor sustentável, confiável e com alta capacidade de escala no segmento de pulses e colheitas especiais, garantindo posicionamento competitivo no momento em que os acordos bilaterais forem chancelados.
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