A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou a edição de julho do Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro referente à safra 2025/26. O documento acompanha os parâmetros técnicos da fibra ao longo do ciclo e aponta uma forte aceleração no volume de amostras testadas à medida que a colheita e o beneficiamento avançam nas algodoeiras do país.
Até o fechamento do relatório, o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) contabilizou 1.920.650 análises consolidadas, registrando um acréscimo de mais de 1,78 milhão de testes frente às 140.414 avaliações computadas até junho.
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A estimativa da Abrapa é alcançar 19.074.766 análises ao longo de toda a temporada, considerando a produção nacional projetada em 4,08 milhões de toneladas de algodão em pluma (volume equivalente a fardos de 214 kg).
Estrutura laboratorial robusta e métricas de qualidade monitoradas
Para garantir a transparência e a padronização do produto brasileiro, o programa conta com 14 laboratórios participantes e 92 equipamentos de HVI, incluindo o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), situado em Brasília/DF.
A estrutura laboratorial do programa está distribuída estrategicamente pelos principais estados produtores do país, somando 10 laboratórios e 64 equipamentos de HVI em Mato Grosso, 1 laboratório e 16 equipamentos na Bahia, 1 laboratório e 6 equipamentos em Goiás, 1 laboratório e 4 equipamentos em Mato Grosso do Sul, além de 1 laboratório e 2 equipamentos instalados em Minas Gerais.
Esse parque tecnológico viabiliza o monitoramento contínuo das principais características físicas da pluma, acompanhando o Micronaire (MIC) para avaliar a finura e maturidade da fibra dentro do intervalo ideal de 3.50 a 4.90, a Resistência (STR) com meta de referência a partir de 28 g/tex, o Comprimento (UHML) buscando extensão mínima de 1.11 polegadas, a Uniformidade (UI) com índice desejável de 80% ou mais, e o Índice de Fibras Curtas (SFI) mantido em no máximo 10%.
Completam a avaliação o brilho e o tom da pluma mensurados pela Reflectância (Rd igual ou superior a 75%) e pelo Amarelamento (+b máximo de 9), resultando na classificação cromática e visual consolidada pelo Color Grade (CG HVI) de cada lote.
Transparência total e consulta em tempo real via BI
As análises cobrem 100% da produção dos cotonicultores participantes do SBRHVI. Para expandir o acesso às informações comerciais e industriais, a Abrapa disponibiliza uma plataforma de Business Intelligence (BI), atualizada diariamente. A ferramenta permite que fiação, tradings e compradores internacionais consultem em tempo real a evolução dos indicadores da fibra brasileira, assegurando rastreabilidade e elevada confiabilidade no mercado global.
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