A baixa demanda consumidora registrada no mercado interno entre o final de julho e o início de agosto continuou a pressionar as cotações da carne de frango e demais produtos avícolas pesquisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O descompasso entre a oferta disponível e a liquidez no varejo forçou reajustes negativos no atacado no início do mês.
Apesar da pressão momentânea, os agentes do setor mantêm expectativas de reação nos preços para os próximos dias. O otimismo baseia-se no aquecimento natural do consumo doméstico decorrente do recebimento dos salários por grande parte da população trabalhadora no início do mês, fator que costuma acelerar a reposição nas redes de supermercados.
Preço da carne de frango fecha julho estável com oferta ajustada
Exportação de carne de frango pode subir 10,3% em 2026
Desempenho das exportações e recuperação sanitária
Se o mercado interno operou travado, o canal de vendas externas trouxe fôlego à cadeia produtiva. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta quinta-feira (06/08) revelam que o volume total de carne de frango brasileira destinado ao mercado internacional em julho registrou alta de 6,6% frente a junho.
Na comparação com julho do ano passado, o avanço foi ainda mais expressivo: um crescimento de 28%.
Pesquisadores do Cepea destacam que essa variação percentual expressiva na comparação anual reflete o processo de normalização dos fluxos comerciais. No mesmo período do ano passado, as exportações brasileiras sofreram barreiras e embargos temporários em decorrência do registro pontual de Influenza Aviária (Gripe Aviária) em granja comercial. Com o status sanitário reestabelecido e a demanda global aquecida, o Brasil reafirma sua liderança no fornecimento global da proteína.a
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