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Dívida de frigorífico leva pecuaristas de MT à Justiça

Foto do autor Jair Reinaldo
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Dívida de frigorífico leva pecuaristas de MT à Justiça
Acrimat orienta pecuaristas de Juruena a buscar a Justiça após inadimplência de frigorífico em Mato Grosso.

Acrimat vai prestar orientação jurídica a mais de 40 produtores afetados em Juruena após dificuldades para receber por animais entregues ao BMG Foods

A inadimplência do frigorífico BMG Foods junto a pecuaristas da região de Juruena, em Mato Grosso, mobilizou a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que anunciou que irá prestar orientação jurídica aos mais de 40 produtores afetados para que busquem o Poder Judiciário. Segundo a entidade, os criadores enfrentam dificuldades para receber pelos animais comercializados e abatidos na unidade industrial da empresa desde o fim de 2025.

De acordo com a Acrimat, os débitos acumulados vêm causando prejuízos significativos aos pecuaristas e aumentando a insegurança no setor pecuário local. A entidade afirma que, apesar das tentativas de negociação, o frigorífico não apresentou soluções concretas para a quitação das dívidas, o que levou a associação a adotar uma postura mais firme em defesa dos interesses dos produtores prejudicados.

A situação ganhou ainda mais repercussão após a informação de que a planta frigorífica foi reativada por um novo grupo empresarial, utilizando a mesma estrutura onde ocorreram as operações anteriores. Para a Acrimat, a retomada das atividades sem a devida resolução das pendências financeiras com os produtores é considerada inaceitável e representa um alerta para toda a cadeia pecuária do estado.

Produtores acumulam prejuízos e insegurança

Na avaliação da associação, o caso expõe um cenário preocupante para os pecuaristas da região, que entregaram os animais para abate, cumpriram sua parte na operação comercial e, até agora, seguem sem garantias de recebimento. A entidade destaca que o impacto vai além do prejuízo financeiro, já que a inadimplência compromete a confiança nas relações comerciais e amplia o temor de novos episódios semelhantes no mercado.

Para o presidente da Acrimat, Nando Conte, a situação provoca danos diretos ao produtor rural, que investiu durante anos na produção e engorda dos animais e agora enfrenta perdas causadas pela falta de pagamento por parte do frigorífico.

“O produtor rural não pode ser penalizado por uma insegurança jurídica dessa magnitude. Estamos falando de trabalhadores que cumpriram sua parte, entregaram seus animais e agora enfrentam prejuízos sem qualquer garantia de recebimento. A Acrimat está ao lado desses pecuaristas e vai atuar firmemente para que todos os responsáveis sejam cobrados. Não é aceitável que uma planta volte a operar sob nova gestão, sem que as dívidas com quem sustenta a cadeia produtiva sejam resolvidas. A responsabilidade precisa acompanhar o negócio”, afirmou.

Acrimat orienta judicialização do caso

Diante da falta de avanços nas negociações, a Acrimat reforçou seu compromisso com a defesa dos pecuaristas de Mato Grosso e informou que os produtores afetados já estão organizando ações judiciais para garantir o recebimento dos valores devidos.

A entidade avalia que, diante da ausência de soluções concretas para a quitação dos débitos, a judicialização do caso se tornou necessária para assegurar os direitos dos credores e buscar uma solução considerada justa para os produtores lesados.

Com a orientação jurídica da Acrimat, o caso deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, enquanto o setor acompanha com atenção os impactos da inadimplência e a discussão sobre a responsabilidade na retomada de operações frigoríficas em estruturas com passivos ainda pendentes.

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