A colheita do milho segunda safra 2025/2026 entrou em sua reta conclusiva em Mato Grosso do Sul, alcançando 94,9% da área total monitorada. Os dados fazem parte do mais recente relatório do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS em conjunto com a Semadesc e o Fundems. Ao todo, os trabalhos das colheitadeiras já cobriram cerca de 2,09 milhões de hectares no estado.
O ritmo operacional segue ritmos distintos conforme a localização geográfica:
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Região Norte: Apresenta o ciclo mais acelerado, com 99,7% das lavouras colhidas;
Região Sul: Registra 94,5% dos talhões concluídos;
Região Centro: Totaliza 93,8% da área trabalhada pelas máquinas.
Com uma área consolidada de 2,206 milhões de hectares, a produção estadual do cereal está projetada em 16,254 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 16,7% sobre os resultados da safra anterior.
Os dados de rendimento permanecem preliminares, baseados em 354 amostragens de campo que abrangem 18% da área plantada. O índice médio de produtividade supera a estimativa inicial de 84,16 sacas por hectare, exibindo grande amplitude nas lavouras já colhidas, oscilando de 40 a 192 sacas por hectare. Entre os destaques municipais de alto teto produtivo figuram Três Lagoas (174,3 sacas/ha), Alcinópolis (167,8 sacas/ha), Camapuã (165,3 sacas/ha) e Rio Negro (162 sacas/ha).
Manejo na reta final e alertas operacionais
O analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, explica que o resultado positivo traduz a combinação de tecnologias agronômicas e janelas climáticas bem aproveitadas:
"Os resultados observados até o momento mostram que uma parcela significativa das lavouras conseguiu expressar um bom potencial produtivo. O acompanhamento de campo tem identificado áreas com elevado rendimento, fruto do estabelecimento correto da cultura, do manejo fitossanitário no ciclo e da resposta climática em cada região produtora."
Para as lavouras remanescentes, a atenção das equipes técnicas volta-se aos riscos meteorológicos. A ocorrência de rajadas de ventos fortes traz perigo de acamamento e quebramento das hastes maduras, dificultando a operação das plataformas e elevando o índice de perdas de grãos na respiga.
As chuvas da primeira semana de setembro registraram lâminas entre 5 e 55 milímetros pelo estado, mantendo a umidade do solo e garantindo boas condições para a maioria dos talhões: a região Oeste conta com 88% das lavouras avaliadas como boas, seguida pelo Centro (77%), Nordeste (68%) e Sul (58%).
À medida que os últimos caminhões de milho deixam os talhões, o produtor sul-mato-grossense já concentra o maquinário nas aplicações de dessecação pré-plantio e na calagem, preparando o leito para a abertura do plantio de soja da safra 2026/2027.
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