A colheita de algodão na safra 2025/26 entrou na reta final em Mato Grosso com ritmo acelerado pelas condições climáticas favoráveis. Dados atualizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que os trabalhos de campo atingiram 88,66% da área projetada até esta sexta-feira (28). O índice representa um avanço semanal expressivo de 19,14 pontos percentuais.
O desempenho operacional supera com folga os ciclos anteriores: o índice atual está 12,0 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra passada e 3,03 p.p. superior à média dos últimos cinco anos. O tempo firme e a ausência de precipitações no estado permitiram às máquinas operar em capacidade máxima, com previsão de encerramento total da colheita já na primeira quinzena de setembro.
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Alerta para chuvas e qualidade da pluma
Apesar do ritmo acelerado, o Imea acendeu o sinal de alerta para a qualidade da fibra nas áreas remanescentes. Modelos meteorológicos indicam a possibilidade de chuvas pontuais nos primeiros dias de setembro sobre importantes regiões produtoras de Mato Grosso. Caso os acumulados se confirmem sobre lavouras abertas, as precipitações podem umedecer a pluma, afetar a classificação comercial da fibra e desacelerar os últimos talhões a serem colhidos.
Panorama de área e produção em 2025/26
A área total destinada à cotonicultura mato-grossense no ciclo 2025/26 foi estimada em 1,38 milhão de hectares, registrando um recuo de aproximadamente 11% em relação à temporada anterior (2024/25). De acordo com a analista do Imea, Cintia Teixeira, a cautela do produtor no momento do plantio foi reflexo direto dos custos elevados de implantação da lavoura combinados a cotações menos atrativas de mercado.
A estimativa atual de produção do estado está projetada em 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço. O volume final poderá passar por reajustes na próxima segunda-feira (31), quando o Imea divulgará o novo Relatório de Oferta e Demanda.
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